Gás Natural

Copergás prevê crescimento em Pernambuco

Dados da Copergás revelam que a venda para a indústria, diferentemente de outros estados do Brasil, foi positiva em Pernambuco

Padilha: desempenho deste ano deve se igualar ao de 2016Padilha: desempenho deste ano deve se igualar ao de 2016 - Foto: Clemilson Campos/Arquivo Folha

 

As perspectivas para o mercado de gás canalizado em Pernambuco dependem de como se comportará a economia este ano. Na visão do presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), Décio Padilha, o cenário mais positivo será, ao menos, repetir os resultados de 2016, quando a venda do insumo registrou leve alta 1,29%, comparado a 2015.

O pé no freio se deve ao fato de o setor depender da reação do segmento industrial, que tem apresentado queda no apetite depois da baixa produtividade. O desempenho de venda no País foi mais otimista e oscilou entre 5% e 10%.
Dados da Copergás revelam que a venda para a indústria, diferentemente de outros estados do Brasil, foi positiva em Pernambuco, com desempenho de 1,07% de crescimento no ano passado. “Estamos estudando ainda qual fenômeno pode ter acontecido. No entanto, arrisco em dizer que as empresas daqui são mais jovens (uma vez que começaram a se instalar nos últimos dez anos) e respondem ao mercado com uma dinâmica diferente das do Sul e Sudeste”, comentou Padilha.
Em São Paulo, onde 72,9% do consumo de gás natural no estado é demandado pelas empresas, foram utilizados 3,8 bilhões de metros cúbicos por dia, indicando um decréscimo de 7,5% em relação ao ano anterior. “O gás canalizado é uma das principais fontes de energia da indústria e São Paulo é o estado mais industrializado do País.

 A redução de 313 milhões de metros cúbicos no consumo anual de gás desse setor reflete exatamente a desaceleração da economia nacional em 2016”, disse o secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles.
Além disso, o desligamento das térmicas contribuiu para o quadro de São Paulo ter despencado, no geral, 16,2% no consumo de gás canalizado no ano passado. Já Pernambuco não teve térmicas desligadas, porque as que funcionam aqui são as mais baratas do País. 
O setor residencial, com a expansão da rede de distribuição de gás canalizado, apresentou um acréscimo de 24,52% em 2016 no comparativo com 2015. Nos próximos dois anos, este segmento aportará R$ 30 milhões e poderá ser uma via de crescimento para a Copergás quando a economia voltar a oscilar. O comércio foi outro setor que apresentou retração no acumulado do ano, com queda de 0,04%.

 

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