Correios preparam novo PDV mirando 7 mil funcionários, após primeiro plano encerrar abaixo da meta
Agora, programa será voltado exclusivamente para servidores lotados em unidades que serão extintas
O novo plano de demissão voluntária (PDV) que os Correios pretendem lançar nas próximas semanas tem público potencial de sete mil trabalhadores e deverá ficar aberto até o fim do ano.
A estratégia é direcionar os desligamentos exclusivamente aos para funcionários lotados nas unidades que serão extintas, um total de mil pontos de atendimento entre centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências, de acordo com o plano de reestruturação.
Dessa vez, a direção da empresa não vai traçar meta para o segundo PDV do ano. No primeiro, lançado em fevereiro e fechado em março, somente 3.075 funcionários aderiram de uma meta de 10 mil.
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Apesar da baixa adesão ao PDV, a estatal alega que obteve uma economia de 45% da meta de R$ 1,4 bilhão programada. O incentivo será um pouco inferior e haverá um teto ainda em definição do valor da indenização.
Os detalhes ainda estão sendo fechados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), do Ministério da Gestão e da Inovação. Caso a iniciativa não tenha êxito, a direção da empresa não descarta demissões.
As despesas com pessoal são um dos principais gastos da estatal, que registrou no primeiro trimestre deste ano prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O resultado negativo superou o registrado no mesmo período do ano passado em 82,35%.
Contudo, o governo promete que vai tirar a empresa do vermelho em 2027 com a execução do plano de reestruturação, que além de corte de despesas preve novas parcerias com o setor privado para incrementar as receitas. Em 2026, o prejuízo esperado está na casa de R$ 10 bilhões.

