Dados parciais indicam forte piora do desemprego em março, diz OCDE

Os sinais são de piora progressiva no final de março, segundo a organização

DesempregoDesemprego - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Os países europeus mais atingidos pela pandemia de coronavírus os que tinham maiores índices de desemprego antes que ela começasse, e a tendência é de piora acentuada, mostram dados divulgados nesta quinta (9) pela OCDE (organização que reúne 36 das principais economias globais).

Espanha, Itália e França, que registraram o maior número de mortes até agora Europa, fecharam fevereiro com taxas de desemprego de 13,6%, 9,7% e 8,1%, respectivamente.

Segundo a organização, dados já disponíveis em alguns países indicam que haverá forte aumento de desemprego em março, quando o crescimento dos casos da doença forçou os países a implantarem quarentenas.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego medida até o dia 14 do mês passado mostrou forte deterioração para jovens de 16 a 24 anos, com a porcentagem de desempregados passando de 7,7% para 10,3%.

Na média, o desemprego subiu 0,9 ponto percentual nos EUA, para 4,4%. Os sinais são de piora progressiva no final de março, diz a organização: na semana que terminou em 28 de março, 6,6 milhões de pessoas se registraram para receber seguro desemprego, número 20 vezes maior que o da semana anterior.

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O fenômeno foi verificado também em países europeus. Na Noruega, o número de registros de desempregados se multiplicou por cinco em março, e na Áustria quase dobrou.

Nos dados fechados, que vão até fevereiro (antes do impacto da pandemia), houve leve recuo do desemprego na média dos países da OCDE, de 5,1% para 5%. A organização alertou nesta quinta que a capacidade dos escritórios nacionais de estatística de produzir dados de alta qualidade está sendo afetadas pelas quarentenas, o que deve dificultar análises futuras.

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