De Rússia a Vaticano, que países ficaram de fora da lista de tarifas de Trump?
Casa Branca justificou a isenção para algumas nações, alegando que "já estão enfrentando tarifas extremamente altas e nossas sanções impostas anteriormente impedem qualquer comércio significativo com esses países"
As tarifas recíprocas anunciadas ontem pelo presidente americano Donald Trump atingiram em cheio mais de 180 países, incluindo uma ilha pertencente à Austrália, habitada apenas por pinguins. Apenas alguns países ficaram isentos do tarifaço, entre eles Rússia, Coreia do Norte, Belarus e Cuba.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, justificou a ausência da Rússia da lista de tarifas, afirmando que "as sanções decorrentes da guerra da Ucrânia já zeraram o comércio entre os dois países".
Ao The New York Times, disse que os países isentos "já estão enfrentando tarifas extremamente altas e nossas sanções impostas anteriormente impedem qualquer comércio significativo com esses países".
O Canadá e o México não estavam na lista, não porque estivessem escapando das tarifas, mas porque estão cobertos por acordos comerciais diferentes.
Outros países que não estão sendo atingidos pelas tarifas incluem países menores como Burkina Faso, Palau, Seychelles, Somália e Vaticano.
Com o anúncio de ontem, as tarifas dos EUA irão se aproximar de níveis não vistos desde o Ato de Tarifas Smoot-Hawley de 1930, que provocou uma guerra comercial global e aprofundou a "Grande Depressão", disseram especialistas em comércio.
Confira lista dos países que não serão atingidos pelas tarifas:
Belarus
Burkina Faso
Canadá
Cuba
México
Coreia do Norte
Palau
Rússia
Seychelles
Somália
Cidade do Vaticano
A tarifa de 25% sobre “todos os automóveis fabricados no exterior” entra em vigor nesta quinta-feira.
As tarifas “básicas” de 10% entrarão em vigor em 5 de abril e as tarifas recíprocas entrarão em vigor em 9 de abril.

