Decisão do ICMS não contempla todos os pleitos da Fiepe para combate ao coronavírus

Expectativa era para a flexibilização de prazos para o recolhimento do imposto para todas as empresas, o que não aconteceu e frustrou empresários

Presidente da Fiepe, Ricardo Essinger Presidente da Fiepe, Ricardo Essinger  - Foto: Anderson stevens

A decisão da prorrogação do ICMS por parte do governo de Pernambuco não foi vista de forma positiva pela a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). A expectativa era de uma maior flexibilização de prazos para o recolhimento do Imposto para todas as empresas, o que acabou frustrando os empresários. A Federação destaca que apesar disso, a decisão do Comsefaz atende em partes aos pleitos da entidade, que espera mais posições por parte do governo para preservar a saúde financeira das empresas.

A prorrogação do ICMS era uma das mais esperadas pela Fiepe e pelo empresariado local, e chega em um momento em que as empresas começam a ter o fluxo de caixa comprometido e dificuldades com matéria-prima.

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Segundo o presidente do Sistema Fiepe, Ricardo Essinger, as decisões tomadas pelo Governo do Estado são positivas, mas espera que medidas de postergação em razão da situação calamitosa vivida pelo mundo inteiro sejam tomadas pela gestão.

“Lembrando que, em virtude de estarmos vivendo uma pandemia, o que nos traz um cenário de incertezas, as medidas bem-vindas, hoje, podem se tornar insuficientes num cenário ainda mais adverso. Neste sentido, é absolutamente necessário que o Governo do Estado se mantenha vigilante, aberto ao diálogo e ágil em suas tomadas de decisão, para que haja a manutenção das atividades empresariais, dos empregos e da renda em Pernambuco”, destacou Essinger.

O presidente da Fiepe destaca ainda que as grandes empresas também podem sofrer dificuldades pagando o Imposto. “Uma vez que as indústrias foram duramente atingidas pela crise, torna-se impossível seguir pagando o ICMS, os salários, os custos fixos, as taxas, entre outras despesas, como se a economia estivesse a todo vapor”, disse Essinger.

Entre os pleitos do setor produtivo que a Fiepe pede para preservar empresas, estão a renegociação de débitos tributários, a ampliação, a flexibilização e a desburocratização das linhas de crédito disponibilizadas pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE); e a prorrogação de 90 dias para o pagamento de taxas de serviços essenciais para o setor produtivo, como gás e água.

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