Defesa pode assinar convênio com Porto Digital
Pasta encomendou ao parque tecnológico um conjunto de possíveis soluções para alguns dos seus desafios operacionais
Em mais uma tentativa de trazer a indústria da defesa para Pernambuco, o Ministério da Defesa pode assinar um convênio com o Porto Digital. É que a pasta, encabeçada pelo pernambucano Raul Jungmann (PPS), encomendou ao parque tecnológico um conjunto de possíveis soluções para alguns dos seus desafios operacionais. E o Porto Digital já desenhou os caminhos que podem ser trilhados neste sentido. Por isso, aguarda uma nova reunião com o ministério para definir os termos e assinar o contrato que deve viabilizar a construção dessas ferramentas no Estado.
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“Estamos na fase de construção da solução jurídica que vai permitir a contratação do desenvolvimento destas soluções. Ou seja, na fase que envolve custos e mobilização em larga escala”, revelou o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, contando que a negociação com o Ministério da Defesa começou há aproximadamente um ano, quando Raul Jungmann deu início ao trabalho de aproximação do Estado deste ramo industrial. “O ministro percebeu que o Porto Digital tem potencial para contribuir com este sistema. Afinal, a defesa não trata apenas de artefatos bélicos, navios e mísseis. O setor tem um lado enorme, e talvez até mais relevante na prevenção de acidentes, de inovação tecnológica”, explicou Saboya, dizendo que, por isso, o “Porto Digital se vê como um parceiro desse esforço do Ministério de desenvolver tecnologias de computação, robótica e sistemas de informação para o sistema de defesa brasileiro”.
Para construir essa parceria, a pasta apresentou ao parque tecnológico 15 problemas das Forças Armadas. E o Porto Digital se comprometeu a analisar como a inovação poderia contribuir com esses desafios através de um trabalho conjunto com colaboradores como startups, empresas e institutos de pesquisa como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). “Trabalhamos no programa de inovação aberta que chamamos de Open Innovation Lab (Oil) e que promove o encontro do problema com o resolvedor do problema. Ou seja, o Ministério da Defesa apresentou os problemas e o Porto Digital reuniu as capacidades tecnológicas necessárias para o enfrentamento desses problemas”, explicou Saboya, frisando que o parque tecnológico já concluiu seu trabalho de elaboração de caminhos possíveis para a resolução desses desafios. Só falta, portanto, a assinatura do contrato que vai permitir o desenvolvimento dessas soluções.
Nesta próxima etapa, no entanto, o Porto Digital deve sair do jogo, para que o Ministério trate diretamente com as empresas que detêm as soluções que precisa. “Daqui para a frente, cria-se uma relação direta de negócios entre cliente e fornecedor”, explicou Saboya, garantindo que, mesmo assim, o centro tecnológico vai ganhar com esta negociação. “O sistema de defesa é um elemento crítico de um país. Então, quando você participa do desenvolvimento de soluções avançadas para este setor, o seu potencial de reconhecimento e negócios ganha relevância. O Porto Digital e o Recife ganham, portanto, por se afirmarem como um prestador de serviços de alto nível de qualificação e sofisticação tecnológico para esta área”, concluiu o presidente do Porto Digital, que está aguardando a data do próximo encontro com Raul Jungmann para fechar este ciclo de negociação. O ministro foi procurado, mas não atendeu a reportagem para falar sobre este projeto.
