Demissões de trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima são homologadas

Processo deve agilizar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a entrada no seguro-desemprego dos 1.026 profissionais demitidos no último dia 11

Trabalhadores demitidos têm suas demissões homologadasTrabalhadores demitidos têm suas demissões homologadas - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Um dia após a reunião que acertou o pagamento das rescisões para 2019, os 1.026 trabalhadores dispensados das obras da refinaria de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, começaram a ter suas demissões homologadas nesta quarta-feira (20). Esse processo deve agilizar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a entrada no seguro-desemprego. Os profissionais foram demitidos no último dia 11.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada em Pernambuco (Sintepav-PE), Cleodelson Bastos, a homologação será feita para todos os funcionários. "A Petrobras irá depositar em juízo aproximadamente R$ 4,3 milhões para o pagamento da primeira parcela do 13º salário e das verbas rescisórias dos que foram demitidos antes [do dia 11]", disse.

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O funcionário da empresa Qualiman Engenharia - empresa que rescindiu o contrato de construção da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox) do empreendimento com a Petrobras - José Rivaldo Alves detalha o cronograma de pagamentos.

"Estão sendo liberados os papéis do seguro-desemprego e do FGTS. A empresa passou que para os que recebem R$ 3 mil o dinheiro será depositado hoje. Para quem recebe mais de R$ 3 mil será gerada uma chave hoje ou amanhã. Há a garantia de que o FGTS saia até o fim do ano, mas a rescisão não", explicou.

Em relação ao pagamento do 13º salário, o presidente do Sintepav-PE conta que um depósito de R$ 4,3 milhões deverá ser feito pela Petrobras para o pagamento do benefício. "A Petrobras irá depositar em juízo esse valor para o pagamento da primeira parcela do 13º salário e das verbas rescisórias dos que foram demitidos antes [do dia 11]", esclareceu.

Entre os funcionários, o clima é de revolta e lamento pelas demissões às vésperas das festas de fim de ano. Para Rogério Franco, que chegou para homologação às 23h dessa terça-feira (18), a Qualiman Engenharia não foi coerente com seus empregados. "A gente estava em casa no domingo se preparando para voltar ao trabalho na segunda quando recebemos a notícia via WhatsApp. Até nisso a empresa não foi coerente com a gente e descumpriu as obrigações que tinha com os funcionários", criticou.

O potiguar José Luiz também mostrou-se indignado com as demissões. "Isso é uma falta de respeito. Confiamos em uma coisa e foi totalmente diferente. O pagamento já tinha vindo atrasado e ainda prometeram que o 13º iria cair no dia 14 [de dezembro]", disse.

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