Demitidos por WhatsApp, trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima fazem ato

Multidão se junto para discutir a cobrança das verbas rescisórias e do 13° salário à Qualiman, que rompeu o contrato com a Petrobras, paralisando a obra e deixando 1,2 mil pessoas sem emprego

Trabalhadores demitidos das obras da Refinaria Abreu e Lima Trabalhadores demitidos das obras da Refinaria Abreu e Lima  - Foto: Sintepav-PE/Divulgação

Os trabalhadores demitidos das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) se reuniram em frente ao empreendimento, no Complexo de Suape, na manhã desta terça-feira (11). Uma multidão foi conversar com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil em Pernambuco (Sintepav-PE) sobre as ações que serão tomadas para cobrar o pagamento das verbas rescisórias e do 13° salário à Qualiman, que rompeu o contrato com a Petrobras, paralisando a obra e deixando 1,2 mil pessoas sem emprego.

Segundo o Sintepav-PE, as pessoas foram demitidas apenas com uma ligação ou uma mensagem de WhatsApp, na última segunda-feira (11). Por isso, o sindicato decidiu convocar uma assembleia e unir forças para cobrar os seus direitos. Cerca de 800 trabalhadores participaram da assembleia, na frente da refinaria, na manhã desta terça. O ato foi acompanhado por quase 200 policiais, segundo o sindicato, mas correu de forma tranquila, sem protesto ou confusão.

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"Foi uma assembleia explicativa. Viemos deixar o trabalhador avisado do que aconteceu e do que o nosso jurídico está fazendo", afirmou o diretor do Sintepav-PE, Leodelson Bastos, contando que o sindicato entrou com uma cautelar para cobrar o pagamento das verbas rescisórias. Os trabalhadores ainda marcaram outra assembleia para a próxima segunda-feira (17), caso a Qualiman não pague a primeira parcela do 13° na próxima sexta-feira (14), como foi acordado com os trabalhadores.

Responsável pela construção da Unidade de Abatimento de Emissões (Snox) da refinaria, a Qualiman suspendeu o contrato da obra com Petrobras alegando o não pagamento das verbas devidas pela estatal. A Petrobras, por sua vez, diz que está com as contas em dia e alega problemas financeiros na Qualiman.

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