Desempregados desconhecem novas regras da CLT

Pesquisa realizada pela CNDL e SPC revela que 83% dos desempregados não têm conhecimento sobre nova legislação trabalhista

O Brasil possui 12 milhões de desempregados atualmente. O Brasil possui 12 milhões de desempregados atualmente.  - Foto: Arquivo

Em vigor desde novembro do ano passado, as novas diretrizes que regem a Consolidação de Leis Trabalhistas (CLT) ainda são desconhecidas por muitos brasileiros, sobretudo, da população desempregada. De acordo com estudo realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 83% desse contingente revela desconhecer as mudanças aprovadas durante a polêmica reforma trabalhista, em julho passado. No entanto, mesmo sem conhecer profundamente do que se trata, 50% dos entrevistados admitem que aceitariam entrar novamente no mercado de trabalho via vínculo intermitente, em que apesar de ter a carteira assinada, só se recebe por hora trabalhada.

O levantamento ainda aponta divergências sobre essa nova modalidade. Nele, quase um quarto (24%) dos desempregados considera a medida positiva e 23% classificam a nova modalidade de contratação de forma negativa. Para um terço (33%), ela é regular. Outros 20% não responderam ou não tem opinião formada.

Enquanto do lado dos desempregados a medida gera divergências, do lado de quem emprega a nova modalidade amplia as contratações. “Foi um grande estímulo para os empresários do setor poder contratar por hora trabalhada, demanda antiga no nosso segmento. Com essa possibilidade, temos segurança jurídica para contratar, gerando emprego e renda”, avalia o presidente da Abrasel-PE, André Araújo.

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Já o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, afirma que independentemente dos níveis de aprovação ou desaprovação da reforma trabalhista, a única forma de preparar-se para os efeitos da mudança é informar-se."Só o conhecimento da nova legislação pode tornar o trabalhador apto a fazer as melhores escolhas para suas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, ajudá-lo a estar atento ao cumprimento dos direitos que continuam garantidos na Constituição”, enfatiza.

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