Desemprego cai em Pernambuco

No momento de grande produção, os trabalhadores são recrutados, mas, quando a safra terminar, parte dessa mão de obra não será mais necessária

 

Embora o mercado de trabalho pernambucano tenha apresentado leve recuperação no mês de setembro, o volume de encerramento de vagas de carteira assinada continua alto. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Ca¬ged), do Ministério do Trabalho, 31.998 mil postos formais foram encerrados no Estado de janeiro a setembro - quase 58 mil considerando o acumulado dos últimos 12 meses.

No mês passado, foram criadas 15.721 novos vagas - um saldo positivo de 1,24% entre as demissões e as contratações. Em comparação a setembro do ano passado, quando o levantamento registrou a abertura de 15.248 postos, também houve uma pequena melhora.

A produção e beneficiamento da cana-de-açúcar e as atividades de cultivo da uva contribuíram para essa leve recuperação do cenário local. Porém, as contratações refletem fatores sazonais. “Esses postos de trabalho são temporários. No momento de grande produção, os trabalhadores são recrutados, mas, quando a safra terminar, parte dessa mão de obra não será mais necessária”, afirmou a professora e economista da Faculdade Boa Viagem (FBV), Amanda Aires. Ela estima que os contratos desses setores devem perdurar até o começo do próximo ano.

Ao todo, no Brasil, 39.282 vagas formais foram fechadas no mês passado. O índice desacelerou em relação a setembro de 2015, quando foram encerrados 95.602 postos formais, porém, no ano, o Caged já contabiliza 683.597 vagas suprimidas e 1,599 milhão considerando os últimos 12 meses.

 

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