Desemprego encerra 2017 em queda, mas média é a mais alta desde 2012

A taxa média anual passou de 11,5% em 2016 para 12,7% em 2017, a maior da série histórica da pesquisa

O número de empregados com carteira de trabalho assinada, que ficou em 32,7 milhões, apresentou queda de 1,7% O número de empregados com carteira de trabalho assinada, que ficou em 32,7 milhões, apresentou queda de 1,7%  - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A taxa desemprego no país fechou o último trimestre de 2017 em 11,8%, divulgou o IBGE nesta quarta-feira (31). Com isso, a taxa média anual passou de 11,5% em 2016 para 12,7% em 2017, a maior da série histórica da pesquisa. O índice oficial de emprego, medido pela pesquisa Pnad Contínua, sofreu pequena queda em relação ao trimestre encerrado em setembro, quando a taxa esteve em 12,4%. O país fechou 2016 com uma taxa de 12%.

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No acumulado do ano passado, o país teve 12,3 milhões de pessoas desocupadas, que são desempregados em busca de recolocação. Esse contingente caiu 0,3% frente a 2016. Apesar de o nível de desemprego em 2017 ter sido inferior ao observado um ano antes, a desocupação no país vem em trajetória de desaceleração.
A melhora ao longo do ano, contudo, foi apoiada principalmente na geração de vagas informais de trabalho.

O emprego com carteira assinada, tradicionalmente protegida pelas leis trabalhistas, deu lugar às posições sem carteira ou de trabalho por conta própria, que são pequenos empreendedores ou autônomos. Esses postos são considerados de menor qualidade e segurança. O país fechou 2017 com 92,1 milhões de pessoas ocupadas, alta de 2%.

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