Diante de possibilidade de greve, negociações com os Correios são prorrogadas

Entre as reivindicações estão o reajuste linear de R$ 300 no salário e também no ticket alimentação, de R$ 37 para R$ 45

CorreiosCorreios - Foto: Lia de Paula / Agência Senado

Há mais de um mês, funcionários dos Correios de todo os País estão em negociações sobre a campanha salarial 2019/2020. Nesta quarta-feira (31), existia uma expectativa de definição, com a possibilidade de deflagração de greve geral, por tempo indeterminado, caso as necessidades não fossem atendidas. Os trabalhadores sugerem um reajuste salarial de 0,8%. As negociações, no entanto, permanecerão até o fim do mês de agosto.

Entre as reivindicações, estão: reajuste linear de R$ 300 no salário e também no ticket alimentação, de R$ 37 para R$ 45; manutenção da permanência das mães e pais como dependente no plano de saúde; proposta de elevação do percentual de coparticipação de 30% para 40%.

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Na última terça-feira, os representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) foram convidados para uma reunião unilateral. Logo de início, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Renato de Lacerda Paiva, propôs que os Correios prorrogue o Acordo Coletivo de Trabalho até o dia 31 de agosto, o que foi aceito pelo representante da empresa. Em seguida, o Ministro consultou o Secretário Geral da Fentect, José Rivaldo, colocando como condição a não paralisação dos trabalhadores enquanto houvesse mediação conduzida por aquela vice-presidência. Ou seja, até o fim de agosto.

Diante deste novo cenário, o Comando Nacional de Mobilização e Negociação (CNMN) da Fentect orientou os sindicatos filiados a, além de prorrogar as negociações com o TST até o fim do prazo, manter e prosseguir ampliando a mobilização da categoria às bases da categoria, com fóruns de delegados sindicais, inclusive participando das atividades dos dias de Lutas, 06 e 13 de agosto, convocados pelas Centrais Sindicais; e indicar seus representantes para o Consin que acontecerá nos dias 17 e 18 de agosto, em Brasília/DF, para debater e encaminhar novas estratégias para as lutas da Campanha Salarial.

No ano passado, a categoria decidiu acatar a proposta dos Correios, com mediação do TST, sem deflagrar a greve. Na época, de acordo com o Comando Nacional de Negociação, a proposta não era das melhores, mas pela conjuntura, os trabalhadores decidiram aceitar a manutenção de todos os direitos conquistados em anos anteriores. 

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