ÔMICRON

Diretora do FMI alerta que ômicron pode desacelerar crescimento mundial

Segundo a diretora-gerente do FMI, uma nova variante pode afetar a confiança

Diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina GeorgievaDiretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva - Foto: Nicholas Kamm/AFP

A nova variante ômicron do coronavírus poderia desacelerar a recuperação econômica mundial após a pandemia, advertiu a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, nesta sexta-feira (3).

"Uma nova variante que pode se espalhar rapidamente pode afetar a confiança e, neste sentido, provavelmente veremos cortes em nossas projeções de outubro sobre crescimento global", destacou.

Em outubro, o FMI reduziu sua previsão de crescimento do PIB mundial de 6% para 5,9% este ano, devido a problemas na cadeia de abastecimento e uma vacinação desigual.

Em 2022, o FMI esperava um crescimento de 4,9%.

Desde outubro, o FMI já havia sinalizado que o crescimento poderia ser menos sustentado do que o esperado devido aos gargalos nas cadeias produtivas, que pressionam a inflação em todo o mundo.

"Mesmo antes da chegada desta nova variante, temíamos que a recuperação, embora continuasse, perdesse algum ímpeto", declarou Georgieva nesta sexta-feira, destacando que a expansão das duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, se viu freada pela variante delta.

O FMI geralmente publica revisões das previsões de outubro em janeiro.

A variante ômicron, uma versão do coronavírus com muitas mutações, foi detectada pela primeira vez na África do Sul em 24 de novembro e já foi encontrada em dezenas de países.

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