Diretora do FMI diz que economia crescerá mais fortemente em 2017

Ela ressaltou, entretanto, que haverá "desafios" neste ano, em que foram criados pelos "fatores políticos que influenciaram 2016"

Carteira de trabalhoCarteira de trabalho - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse nesta quarta-feira (4), em artigo para o jornal de negócios alemão Handelsblatt, que 2017 poderá contar com "crescimento mais forte e sustentável em nível global".

Segundo Lagarde, "a Alemanha presidirá o G20 (grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) e se empenhará em medidas e em reformas estruturais, aumentando a capacidade de resistência das economias maiores". A informação é da Agência Ansa.

Já a China, segundo ela, "continuará a mudar o modelo econômico de exportação para a demanda interna" e vários países asiáticos e sul-americanos "ajudarão em um aumento da dinâmica jovem".

A diretora do FMI também fez suas previsões para o governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que começará no próximo dia 20. "A nova administração dos EUA terá foco na reforma fiscal das empresas e nos investimentos de infraestrutura".

Lagarde ressaltou, no entanto, que haverá "desafios" neste ano, em que foram criados pelos "fatores políticos que influenciaram 2016", e que "uma distribuição da renda mais igualitária" é de extrema importância.

"O FMI acredita que uma distribuição da renda mais igualitária representa não apenas uma boa política social, mas também uma boa política econômica", escreveu a diretora na publicação alemã, acrescentando que "nos últimos 20 anos, a renda dos 10% mais ricos da população cresceu 40%, enquanto os mais pobres quase não ganham".

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