Dólar cai para R$ 5,14 e Bolsa sobe 3% com alta do petróleo e desistência de Sanders

Bolsa brasileira subiu 2,97%, a 78.624 pontos, maior patamar desde 13 de março

DólarDólar - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mercado brasileiro teve o terceiro dia seguido de recuperação nesta quarta-feira (8), com forte alta do petróleo e desistência de Bernie Senders da corrida presidencial nos Estados Unidos.

O dólar caiu 1,6%, a R$ 5,1440, menor valor desde 27 de março, depois que o Banco Central vendeu 5.930 de contratos de swap cambial tradicional, equivalentes a US$ 297 milhões de dólares. O swap cambial tradicional é um derivativo cuja venda funciona como uma injeção de liquidez no mercado futuro de câmbio. Sua venda ajuda a saciar demanda por moeda e, assim, a reduzir a pressão sobre o preço do dólar.

Já a Bolsa brasileira subiu 2,97%, a 78.624 pontos, maior patamar desde 13 de março. Nos Estados Unidos, Dow Jones e S&P 500 subiram 3,4% cada uma e Nasdaq, 2,6%. Investidores aguardam um possível aumento de US$ 500 bilhões no pacote de estímulos dos EUA diante da crise do coronavírus. Em discussão no Congresso, a medida daria mais US$ 250 bilhões para pequenas empresas, US$ 100 bilhões para hospitais e US$ 150 bilhões para estados municípios.

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O barril de petróleo Brent disparou 5,5%, a US$ 33,61 depois que agência de notícias russa Tass disse que o país deve reduzir sua produção de petróleo em 1,6 milhão de barris por dia (bpd), citando como fonte uma autoridade não identificada do Ministério de Energia do país.

A Interfax, outra agência russa, noticiou que o país vai celebrar acordo com a Opep+ para reduzir a produção. O grupo, que reúne países produtores de petróleo, vai se reunir nesta quinta (9) para discutir cortes na produção de modo a elevar o valor da matéria-prima.

A Rússia trava com a Arábia Saudita desde o início de março uma guerra pelo preço do óleo depois do fracasso em um acordo para cortar a produção. Junto à crise do coronavírus, a disputa levou o barril aos menores valores desde 2002.

Ainda nesta quarta, um grupo de 50 deputados republicanos teriam dito ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta quarta que a cooperação econômica e militar entre EUA e Arábia estaria em risco a menos que os sauditas ajudem a estabilizar o preço do petróleo reduzindo sua produção.

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