Dólar vai a R$ 5,8359, novo recorde

A Selic agora está a 3% ao ano e o mercado espera que seja reduzida para 2,25% na próxima reunião de política monetária do BC

DólarDólar - Foto: Arquivo/Agência Brasil

Segundo cotação da CMA, o dólar comercial fechou o pregão desta quinta-feira (7) em alta de 2,3%, a R$ 5,8359, novo recorde nominal (sem contar a inflação). O turismo está a R$ 6,08.

A valorização da moeda, que chegou ao pico de R$ 5,8750 durante a sessão, reflete o corte na Selic de 0,75 ponto percentual, promovido na quarta (6) pelo Banco Central.

A Selic agora está a 3% ao ano e o mercado espera que seja reduzida para 2,25% na próxima reunião de política monetária do BC.

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O cenário de juros baixo contribui para a alta do dólar por meio do carry trade - prática de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros.

Nela, o investidor toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país, para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior. Com a Selic na mínima histórica, investir no Brasil fica menos vantajoso, o que contribui com uma fuga de dólares do país, elevando assim sua cotação.

O recorde do dólar nesta quinta, porém, é nominal, ou seja, não leva a inflação em conta. Em 2002, entre o primeiro e o segundo turno das eleições que levaram Lula à Presidência, a moeda dos EUA foi ao recorde de R$ 4,00 durante o pregão - fechou a R$ 3,99. Hoje, corrigido pela inflação brasileira e americana, esse valor equivale a cerca de R$ 7,86.

A Bolsa brasileira também acompanhou a desvalorização do real e destoou do exterior nesta quinta. O Ibovespa fechou em queda de 1,20%, a 78.118 mil pontos. A sessão foi marcara por alta volatilidade do índice, que chegou a subir 1,26%, mas perdeu força com as preocupações sobre os efeitos da pandemia de Covid-19 na economia brasileira e ruídos no ambiente político.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou mais cedo que empresários alertaram o governo que, mantidas as medidas de contenção ao coronavírus, em 30 dias pode começar a faltar comida e produtos na prateleiras.

"E aí você entra em um sistema não só de colapso econômico, mas de desorganização social", afirmou na porta do Supremo Tribunal Federal (STF), onde participou ao lado do presidente Jair Bolsonaro e de uma comitiva de empresários de audiência de última hora com o presidente da corte, Dias Toffoli.

Nos EUA, Dow Jones subiu 0,89%, S&P 500, 1,15%, e Nasdaq, 1,41%, após a China reportar melhora nos dados econômicos.

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