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Dona do Burger King negocia para operar Starbucks no Brasil

Negociações estão sendo conduzidas pela Zamp e seus controladores, como o Mubadala

Starbucks nos EUAStarbucks nos EUA - Foto: Saul Loeb/AFP

A Zamp, empresa que controla a rede de franquias do Burguer King no Brasil, está em conversas com a Starbucks Corporation para explorar e desenvolver as operações da marca no Brasil, que soma hoje 135 lojas.

As negociações estão sendo conduzidas pela Zamp e seus controladores, como o Mubadala, diretamente com a central de comando da rede americana nos Estados Unidos, em Seattle.

Segundo fontes, há sinergias importantes na área do varejo entre as duas marcas, que são populares no Brasil. Além disso, há quem vislumbre que as operações de hambúrguer e café podem ter sinergias importantes no segmento de logística, recursos humanos e em pontos de venda.

Em comunicado, a Zamp disse que iniciou tratativas com a Starbucks Corporation. "Esclarecemos que até a presente data não foi apresentada proposta ou celebrado qualquer contrato ou acordo com a Starbucks Corporation, à exceção de um acordo de confidencialidade", disse a Zamp em comunicado.

O Burger King tem mais de 800 restaurantes no Brasil. A Zamp tem como principal acionista o Mubadala, o fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos, com 60% das ações e participação no Conselho. Com isso, os árabes conseguem definir, na prática, os rumos da companhia.

O varejo é uma das áreas de investimento do Mubadala no Brasil. Além do Burger King, a Zamp controla a marca Popeyes. Recentemente, o Mubadala conseguiu aprovar a saída da Zamp do Novo Mercado na Bolsa de Valores (B3) com o objetivo de acelerar as aquisições no segmento, segundo uma fonte do setor.

Esaa fonte lembrou que a área de varejo é um dos segmentos de forte interesse do Mubadala no Brasil. "O foco são por ativos que façam sentido para o setor. Aquisições fazem parte da estratégia", destacou a fonte, lembrando que a companhia é acionista ainda da rede de academias Bluefit.

O futuro das operações da Starbucks no Brasil estão em processo de indefinição desde que a sua dona no Brasil, a gestora SouthRock, entrou em processo de recuperação judicial no fim do ano passado, com dívidas que chegam a quase R$ 2 bilhões. De lá para cá, mais de 50 lojas da rede de café já foram fechadas.

Segundo uma fonte, as negociações ainda estão em uma fase tida como inicial. A estratégia, lembrou um analista de mercado, faz parte da forma como o Mubadala gosta de operar, aproveitando os preços baixos das empresas.

"O Mubadala entrou na Zamp quando as ações estavam em baixa. Agora é a oportunidade para olhar para a Starbucks no Brasil, que está com seu futuro indefinido e a matriz da empresa nos Estados Unidos querendo uma solução rápida para a marca em um mercado importante como o Brasil", disse esse analista.

A proposta, caso se concretize, deverá fazer parte do plano de recuperação judicial da companhia e ser aprovada pela Justiça onde corre a recuperação da SouthRock, que tem hoje a licença na marca.

Segundo uma outra fonte, há um entendimento de que os credores atuais da empresa no Brasil precisam dar o aval no processo de recuperação.

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