É o fim do currículo de papel?

Especialista orienta estudar o perfil da empresa antes de se candidatar presencialmente ou pela internet

Ao longo do final de semana, João visitou os municípios de São Bento do Una, Pesqueira, Poção, Arcoverde, Pedra e Garanhuns, Brejão, Terezinha, Paranatama e GaranhunsAo longo do final de semana, João visitou os municípios de São Bento do Una, Pesqueira, Poção, Arcoverde, Pedra e Garanhuns, Brejão, Terezinha, Paranatama e Garanhuns - Foto: Divulgação

 

Entre os caminhos para a conquista do emprego, uma é a mais utilizada por iniciantes e experientes em diversas áreas: o uso do banco de currículos online - aqueles famosos sites que abrigam informações profissionais do candidato por período determinado. Essa alternativa é tão comum quanto a do cadastro virtual disponível na página de grandes empresas para quem busca oportunidades preenchendo alguns campos de informação.

Nesse cenário tecnológico, engana-se quem acha ser mesmo o fim da tradicional forma de entregar currículo olhando nos olhos do futuro empregador. Segundo especialista em recursos humanos, vale estudar o perfil da empresa antes de disparar seus dados por todos os lados.
Para a psicóloga da área de RH, Auxiliadora Santos, o recru­tador não olha diferente pa­ra o candidato que seguir a op­ção virtual ou presencial. Na ver­dade, ele já direciona a vaga de acordo com o tipo de cargo. “A entrega pessoal de currículo é eficaz para muitas atividades operacionais, como oportu­nidades que exigem até o se­gun­do grau.

É diferente do meio online por onde são analisados diferentes pré-requisitos à função, geralmente mais complexa, uma praticidade que facilita a vida do recrutador”, explica. Mas como toda regra, há exceções, existe a chance de o candidato poder se mostrar pessoalmente durante a entrega do papel. É o caso de Kátia Al­buquerque, formada em administração, que se planeja com relação aos bairros mais próximos de onde mora para tra­çar sua rota diária.

“Faço uma seleção das empresas mais próximas entre elas e sigo adiante. Em média, 95% delas aceitam o currículo, as demais se recusam por direcionarem a seleção para a internet”, adianta ela que, presencialmente, consegue ter uma ideia das chances de ser chamada ou não.

Por outro lado, quem usa a web fica na ânsia de uma resposta mais imediata, como diz o tecnólogo em rede de computadores, Fábio Cunha, que, por anos, entregou CV presencialmente até se render às facilidades dos sites corporativos.

“No online existe a comodidade de poder colocar suas informações em vários lugares. No meu caso, em 100 tentativas por esse meio resultaram em, pelo menos, duas marcações de entrevistas”, acrescenta. A dica de Auxiliadora Santos é formatar suas informações de acordo com a vaga. “É preciso saber direcionar as habilidades em relação ao cargo. Seja no digital ou no papel, o contratante leverá em conta as noções sobre a atividade em questão”, completa.

 

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