Economia

Economia está parada à espera de reformas e só decola a partir de julho, diz Guedes

A reforma da Previdência é o primeiro passo, disse o ministro, porque permite a retomada dos investimentos.

Paulo GuedesPaulo Guedes - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A estagnação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre do ano não foi novidade para o ministro Paulo Guedes (Economia), que condiciona a retomada do crescimento à aprovação da reforma da Previdência, o que ajudará o país a "decolar".
Nesta quinta-feira (30), o IBGE informou que o PIB recuou 0,2% de janeiro a março, na primeira queda trimestral em dois anos.

"Isso não é novidade para nós. Nós sempre dissemos que a economia brasileira está estagnada", afirmou o ministro ao sair de uma reunião com deputados do partido Novo no Ministério da Economia. "A economia está parada, à espera das reformas."
Guedes disse ter confiança em que a "retomada vem aí". "Temos que começar pelas coisas mais importantes. O voo da galinha já fizemos várias vezes. Você faz uma liberaçãozinha aqui, baixa artificialmente os juros para reativar a economia...aliás, foi assim que o último governo caiu. Não vamos fazer truques nem mágica, vamos fazer as reformas sérias, fundamentos econômicos. Aprovada a reforma da Previdência, o horizonte de investimentos clareia."

O ministro voltou a dizer que a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) levou às previsões otimistas de que o país já cresceria 3% no primeiro ano. "A eleição do Bolsonaro significa que o Brasil não ia virar a Venezuela, mas não garantiu que o Brasil não vire a Argentina. O governo [de Cristina] Kirchner quebrou a economia. O governo [de Mauricio] Macri entrou e não fez as reformas com a profundidade necessária", avaliou.

Segundo Guedes, com a reforma da Previdência, o Brasil não vira mais a Argentina e volta a crescer. Ele vê ainda crescimento no segundo trimestre do ano, e ressaltou que, "de julho em diante, o Brasil começa a decolar."

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A reforma da Previdência é o primeiro passo, disse o ministro, porque permite a retomada dos investimentos. Mas ele também considerou necessária a aprovação da reforma tributária e do pacto federativo, que vai ajudar a "colocar os estados e municípios de pé de novo."

Após as reformas passarem, estimou o ministro, o Brasil pode crescer por até 15 anos. "Nós fizemos nos últimos anos o caminho da estagnação. O investimento está caindo no Brasil nos últimos 15 anos, está descendo. Todo ano descia um pouco."

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