Economia reage e deve crescer em 2019

PIB deve fechar o ano com alta de 1,4% e a projeção para próximo ano é de crescimento entre 2,5% e 3,5%

Tânia BacelarTânia Bacelar - Foto: Arthur Mota/Arquivo Folha de Pernambuco

Após dois anos consecutivos de crise e um ano de 2017 com crescimento modesto de 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB), a economia brasileira deve ter neste fim de 2018 a consolidação do fim do quadro de recessão, quando deve fechar com alta de 1,4%. Embora 1,6% menor que o projetado no ano anterior, o resultado, indica estabilidade.

Para 2019, o cenário promete ser mais positivo, com crescimento do PIB entre 2,5% e 3,5% e queda gradativa do desemprego no País. Já quando o assunto é Pernambuco, apesar de ter apresentado, em 2017, o dobro do crescimento do PIB brasileiro, ainda tem como grande problemática a demora na retomada na geração de empregos. A projeção fez parte da análise dos economistas da Ceplan, Tânia Bacelar e Jorge Jatobá, divulgada nessa segunda (10), durante o Encontro Análise, promovido pelo LIDE Pernambuco.

O grande desafio de Pernambuco se refere à empregabilidade. Para se ter uma ideia, enquanto de janeiro a outubro deste ano, no País, foram gerados 790,5 mil postos de trabalho, em Pernambuco, foram criados apenas 14,2 mil empregos. Ou seja, apenas 1,8% do nacional”, comenta Tânia Bacelar. Segundo ela, como alternativa para a promoção de novas vagas, o governo estadual deveria investir em políticas de empregos nas áreas terciárias, em especial, na saúde e no turismo.

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Também na pauta estadual, o tema portos ganhou destaque no encontro, quando Jatobá defendeu a necessidade de existir ações políticas e econômicas para melhor a logística portuária. “É preciso que os portos pernambucanos tenham uma administração integrada para ofertar maior eficiência portuária”, afirma.

Ao analisar o cenário macroeconômico que compreende o executivo federal, Bacelar acredita que 2019 será um ano de definições. "Até agora, só sabemos da agenda genérica do governo eleito, que é pautado no liberalismo. Afora isto, não temos nenhum detalhes das propostas", ressalta a especialista. Entre os principais desafios para a nova gestão federal, os especialistas listam as polêmicas e essenciais reformas, como as da Previdência, Tributária e Fiscal, para conseguir equilibrar as contas públicas. Porém, ressaltam a dificuldade do novo governo em conseguir conduzi-las com base nas bancadas temáticas, visto que elas se diferenciam das bancadas político-partidárias.

Ainda no campo nacional, os especialistas atentaram para o perigo de uma política externa alinhada com os Estados Unidos. Segundo eles, isso pode provocar dificuldades com outros parceiros comerciais, especialmente com a China e países árabes do Oriente Médio e da África. “Quando se trata de relações econômicas, é preciso que a ideologia diminua e prevaleça um discurso mais prático”, alfineta a especialista sobre o futuro ministro de Relações Exteriores no governo Bolsonaro, Ernesto Araújo.

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