Queridos leitores, voltamos hoje a falar sobre um assunto que vem aparecendo muito nos nossos concursos que é o de Redação de Correspondências Oficiais. As questões que vamos observar hoje são todas do Cespe/Unb e envolvem características dos expedientes oficiais tanto no que diz respeito à sua função quanto às suas características formais. Vamos lá:
1. Avisos destinados unicamente a encaminhar documentos devem ser iniciados com a referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se não tiver havido solicitação da remessa, deve constar no campo Assunto a expressão Sem solicitação prévia.
Errado!
Quando se vai meramente encaminhar documentos, a estrutura deve ser esta:
Devemos iniciar o texto fazendo referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, devemos iniciá-lo abordando a motivação da comunicação (que é encaminhar documentos), indicando a seguir os dados completos do(s) documento(s) encaminhado(s) (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado.
2. A impessoalidade e o emprego do padrão culto de linguagem garantem a clareza textual, pois evitam que haja ambiguidade no texto.
Errado!
O grande vilão dessa assertiva é a forma verbal “garantem”, já que a impessoalidade e o emprego do padrão culto de linguagem são características próprias dos expedientes oficiais, arroladas no Manual de Redação da Presidência da República. Tais características favorecem, é lógico, a clareza textual, no entanto jamais poderíamos garantir que, por seu emprego, o texto estaria livre de ambiguidade.
3. CESPE - 2013 - TRT - 10ª REGIÃO (DF e TO) O emprego de linguagem simples e vocabulário acessível denota coloquialidade, razão por que deve ser evitado em correspondências oficiais.
Errado!
Linguagem simples e vocabulário acessível não implicam coloquialidade. Isso é bem oposto ao que entendemos como uma das características das Correspondências Oficiais, a clareza. Os textos para serem considerados claros necessitam de vocabulário simples e acessível, a não observância desse uso pode, inclusive, ferir o princípio da impessoalidade. O que a gramática entende como impessoal inclui uma linguagem utilizada no cotidiano, despreocupada com a observância das normas gramaticais.

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