Carteira de trabalho
Carteira de trabalhoFoto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Enquanto geração de renda é tema recorrente em período eleitoral, quem sofre com o desemprego lida na prática com as incertezas de um retorno à antiga atividade. Será que o mercado vai melhorar? Quanto tempo ficarei sem exercer a profissão? E o que fazer para conseguir outra oportunidade? São questões como essa que, de acordo com os gestores de carreira, devem ser utilizadas para impulsionar uma reflexão sobre as qualidades e defeitos de cada diante de um cenário crítico.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados registrado no país já alcança 14,3 bilhões. Embora seja uma estatística preocupante, a gestora da Outliers Careers, empresa de recolocação profissional, Madalena Feliciano, sugere a tomada de posturas positivas. “Para conquistar qualquer objetivo, o principal componente é a coragem. Desse modo, encarar uma demissão é uma tarefa necessária, por mais difícil que possa parecer.  É claro que existe um período no qual a pessoa sente tristeza pela perda do emprego, mas deve encontrar forças para ir em busca de outras oportunidades”, destaca.

É ponto de partida para se perguntar ‘Você gosta do que faz?’ “Se o tipo de trabalho que realiza não o faz feliz, talvez essa seja a oportunidade de buscar outra coisa, em uma área diferente. Procure o que lhe agrada, assim você terá mais chance de alcançar o sucesso”, completa Feliciano. No caso de seguir por outro rumo profissional, essa escolha deve ser acompanhada de um mapeamento sobre o mercado que se deseja. Só assim para o candidato a uma vaga não cair de paraquedas em uma seleção que, certamente, terá várias pessoas com experiência para ocupa-la.

Feita a escolha, é hora de fortalecer o network através do bom e velho contato com pessoas da área de atuação almejada. Por isso, os aconselhadores de carreira também lembram que é importante não se desligar dos antigos amigos de trabalho ao mesmo tempo em que se está aberto para fazer novos colegas de profissão. Para isso, pode-se usar as redes sociais, além de participar de palestras, workshops e treinamentos em grupo.

Cuidado com o desespero
Segundo o coach André Felipe Siqueira, pesquisas divulgadas na imprensa dão conta de que em alguns grupos de desempregados, 86% das pessoas afirmaram aceitar ganhar metade do salário que recebia anteriormente. “Isso é reflexo do desespero de profissionais ociosos no mercado e que depende da estrutura família de cada um. Eu cito o exemplo de um pai de família, que tem filhos já encaminhados na vida e que, nesse contexto, pode deixar essa escolha para tarde. De repente, fazer um investimento na carreira, um curso de aperfeiçoamento ou mesmo uma graduação”, sugere o especialista.

Nessa circunstância, a preocupação é: ‘será que esse profissional vai render com o resultado esperado?’. “Sabemos que a remuneração também está ligada ao aspecto motivacional. Se ele tem boa experiência profissional, mas entra em desespero e aceita a primeira oportunidade, pode estar beneficiando a empresa com boa mão de obra e baixa remuneração. É preciso sempre analisar”, reforça Siqueira.

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