Trabalhador dos Correios
Trabalhador dos CorreiosFoto: Arquivo/Agência Brasi

Após confirmar redução do seu quadro de pessoal, em março, governo já havia confirmado intenção de privatização dos Correios, agora reforçada pelo presidente Jair Bolsonaro

Após informação integrante da equipe econômica do governo confirmar que já está em pauta a privatização dos Correios (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), agora foi a vez do próprio presidente Jair Bolsonaro, que anunciou, via Twitter, nesta sexta-feira, 26 de abril, que está autorizando o início dos estudos para privatização da estatal. "Demos OK para estudo da privatização dos Correios. Temos que rememorar para a população o seu fundo de pensão. A empresa foi o início do foco de corrupção com o mensalão, deflagrando o governo mais corrupto da história. Com o Foro de SP destruíram tudo nome da Pátria Bolivariana", escreveu o presidente.

Segundo o grupo responsável pelo processo de avaliação do processo, a intenção é dar maior liberadade para que a empresa se modernize a acompanhe as mudanças de mercado promovidas pelo comercio eletrônico sem a União como controladora.

Em março, ao completar 50 anos, a instituição já havia confirmado a possibilidade de uma redução de aproximadamente 20% do seu quadro de pessoal. A informação foi dada pelo presidente da estatal, general Juares Aparecido de Paula Cunha que, em declaração para o jornal Folha de São Paulo, disse que o número ideal de servidores é de 85 mil empregados. Atualmente, o total é de 105 mil, o que equivale a uma redução de aproximadamente 20 mil pessoas, dentro de um processo de reestruturação da empresa, já em andamento.

De acordo com a publicação, as entregas de cartas, telegramas e outras mensagens, que correspondem aos setores nos quais a empresa conta com monopólio, caíram de 8,9 bilhões em 2012 para 5,7 bilhões em 2018.

Dentro do processo de reestruturação está prevista a redução da quantidade de unidades, sendo fechadas aquelas que contarem com outras próximas. Em um segundo passo, aproximadamente 6 mil servidores deverão ser deligados, dentro de um processo com quatro etapas.

Na primeira será feita a realocação dos servidores que trabalham nas agências que serão extintas. No segundo haverá a possibilidade de cessão de pessoal para outros órgãos. Quem continuar em condição indefinida poderão participar de uma nova etapa de um plano de demissão incentivada. Por fim, poderá ser considerada a extinção de cargos. “Não estamos muito preocupados com essa redução por enquanto. O mais importante agora é ver quantos elementos são necessários para a atual estrutura e colocar esses elementos no lugar certo”, disse Cunha.

Devido a planos de demissão voluntária, o quadro de pessoal, que era de 126 mil em 2013, já teve um corte de 20 mil servidores.

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