Procure informações sobre o perfil da instituição realizadora do concurso pretendido
Procure informações sobre o perfil da instituição realizadora do concurso pretendidoFoto: Arte FolhaPE

Estudar um edital de concurso nem sempre é suficiente para garantir a aprovação do candidato. Para sair na frente de uma concorrência cada vez mais acirrada, o concurseiro precisa estar atento e focar os estudos com estratégia. Nesse sentido, entender e se preparar com foco no perfil de cada banca realizadora é fundamental. A Folha de Pernambuco entrevistou um especialista para trazer algumas dicas importantes sobre bancas de concurso.


O professor Cláudio Firmino conquistou sua aprovação nos concursos da Polícia Civil de Pernambuco e no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em 3º lugar. Hoje, ele divide seu tempo entre o serviço público e as aulas de Direito penal em cursos preparatórios. Segundo ele, o primeiro passo do candidato é estudar o edital. “É preciso ler todo o edital e conhecer as regras para não cair em ‘pegadinhas’ no momento da prova”, orienta. “Tenho vários casos de alunos que não leram partes do edital e foram eliminado de concursos por puro vacilo”, lembra o professor, que recomenda atenção aos prazos e critérios de avaliação.

Depois de se apropriar do edital, o próximo passo é conhecer a banca realizadora do concurso, que pode se tornar, segundo o professor, o diferencial nos estudos. “Cada banca tem um estilo de prova. O concurseiro deve se preparar levando isso em conta. É preciso entender como ela pensa e, sabendo disso, como formula as questões. Por isso é importante focar o estudo do edital em cima do perfil da banca realizadora”, afirma.

“Em termos de conteúdo, os editais costumam ser parecidos, mas na abordagem dos assuntos as provas são diferentes. O concurseiro deve saber os temas que a banca mais cobra e, principalmente, como eles são cobrados. Isso é importante para saber se preparar melhor para a prova”, destaca Cláudio Firmino.


Professor Cláudio Firmino (instagram: @prof.claudiofirmino)

Professor Cláudio Firmino (instagram: @prof.claudiofirmino) - Crédito: Ed Machado / Folha de Pernambuco

FCC e Cespe

Entre as principais e mais renomadas bancas de concursos, estão a FCC e a Cespe. cada uma delas tem um perfil bastante particular. A Fundação Carlos Chagas (FCC) costuma cobrar a literalidade da Lei e nos últimos concursos tem evoluído para incluir também a doutrina. A FCC é uma banca que prepara a prova tentando varrer o máximo de conteúdos do edital colocando em cada ítem de múltipla escolha um tema diferente. “Para a FCC a dica é ler muito a letra de Lei, fazer muitos resumos e, principalmente questões da banca”, sugere o professor.

Já a banca Cespe cobra um grau de raciocínio mais alto para resolver questões, pois é uma prova mais contextualizada. Outro ponto importante é saber o critério de avaliação. Como a maioria das provas são de questões de verdadeiro ou falso onde uma questão errada anula uma correta, o candidato deve evitar ao máximo chutar. “Ficou na dúvida, não marque”, aconselha Cláudio. “A Cespe costuma exigir doutrina, jurisprudência e lei seca e isso num contexto só. 

Questões da banca

Para se familiarizar com as características da banca, o caminho mais simples é resolver questões de provas de concursos anteriores elaborados pela instituição. “Eu recomendo não misturar as questões. A doutrina sempre é a mesma, mas a diferença é como ela é cobrada. Modo fácil de conhecer as bancas: resolução de questões da banca”, sugere o professor Cláudio Firmino.

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