Confira orientações da professora Fernanda Bérgamo que podem fazer da sua redação um diferencial perante a concorrência em concursos e vestibulares
Confira orientações da professora Fernanda Bérgamo que podem fazer da sua redação um diferencial perante a concorrência em concursos e vestibularesFoto: Greg Vieira / Arte FolhaPE

O desempenho na redação costuma ser o calcanhar de Aquiles de muitos estudantes e decisivo para a não aprovação em concursos e vestibulares. Para ajudar a melhorar o resultado em questões dissertativas, a Folha de Pernambuco apresenta algumas dicas valiosas da professora de português e redação Fernanda Bérgamo que podem fazer a diferença na hora da prova.

 
Além do cuidado com a norma culta, a gramática, a grafia e a estética do texto, Fernanda orienta a conhecer a modalidade textual exigida para a redação. “É muito importante dominar o gênero dissertativo-argumentativo. Esse gênero, diferente do narrativo, pede que você tenha conhecimento, repertório, esteja atualizado e emita sua opinião a defendendo com excelentes argumentos”, destaca.

Detalhes que podem passar despercebidos como a legibilidade do texto podem prejudicar o candidato. “A letra precisa ser legível. Se você não tiver uma letra legal, pode até usar a letra de forma, desde que diferencie a maiúscula da minúscula por tamanho”, orienta Fernanda. Segundo a professora, de forma geral, os temas costumam ser retirados da realidade social do Brasil. Por isso, se manter informado é fundamental. “Você precisa expor o fato como ferramenta de sua argumentação. Para isso, leia muito.
Essa atualização dá consistência ao seu texto e credibilidade às suas teses”, destaca.

“O conteúdo do desenvolvimento parte principalmente da informação atualizada, mas vale citação histórica, vale citação direta de autoridade, de filósofos, sociólogos. E não se esqueça que seu repertório de música, filmes e séries também são enriquecedores”, aconselha a professora, alertando para o cuidado com as fake news. “Uma informação mentirosa vai derrubar a sua nota. Há aqueles que acham que para manter conhecimento precisam inventar dados estatísticos e ás vezes atribuem até a institutos que existem. Mas o corretor tem que pesquisar a veracidade do seu conteúdo”, adverte.

Enem

A redação da prova do Enem tem particularidades e é baseada em cinco critérios de avaliação. O primeiro é o cuidado com a norma culta, o domínio da gramática, grafia e estética. O segundo é o domínio do gênero dissertativo-argumentativo. O terceiro ponto avaliado é a capacidade do candidato de defender seu ponto de vista. A banca levará em conta, como quarto critério, a coesão textual, que avalia como as frases conversam entre si e a progressão do texto. Por último e não menos importante, o quinto critério exige do candidato a apresentação de uma solução não utópica para os problemas apresentados.
Para cumprir esses cinco critérios, Fernanda Bérgamo aconselha o estudante a responder cinco perguntas: quem? (o agente da ação), o que? (qual a ação), como? (meios) e para que? (solução).

Concursos

Para as bancas de concurso público, a sugestão é conhecer bem o edital da prova. Por exemplo, há bancas que exigem a presença de um título na redação. Já outras deixa isso à critério do candidato. Mas esse detalhe pode tirar pontos importantes. Outra dica é procurar provas anteriores da banca para se familiarizar com a forma que ela aborda os assuntos. “Temas de área jurídica são muito específicos e ter o conhecimento da última prova vai lhe dar mais tranquilidade para quando for a hora de você enfrentar a sua”, frisa a professora.

Fernanda Bérgamo, professora de redação e Língua Portuguesa

Fernanda Bérgamo, professora de redação e Língua Portuguesa - Crédito: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

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Crédito: Greg Vieira / Arte FolhaPE


 

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