Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil, e Paulo Guedes, ministro da Economia
Onyx Lorenzoni, ministro chefe da Casa Civil, e Paulo Guedes, ministro da EconomiaFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

Empresários da indústria que estiveram reunidos com o presidente Jair Bolsonaro e com os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) receberam a informação de que uma série de medidas para desburocratizar a economia deverão ser anunciadas nas próximas duas semanas.

Na Casa Civil, está sendo preparado um "revogaço", segundo o presidente da Abit (associação da indústria têxtil), Fernando Pimentel, com a retirada de normas por meio de decretos presidenciais.

"Não é preciso apenas podar o entulho burocrático mas evitar que novos surjam e gerem custos para as companhias. É uma agenda de todos os dias, mas que vale a pena e que afeta a todos nós como empreendedores", disse.

Já da secretaria de Produtividade do Ministério da Economia, deverão sair medidas de microeconomia e regulatórias para melhorar o ambiente de negócios, adiantaram os empresários.

Representantes de 11 ramos industriais estiveram em Brasília para demonstrar apoio à reforma da Previdência.

Eles aproveitaram a visita para apresentar uma agenda para acelerar o crescimento econômico.

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Segundo o presidente da Abiplast (indústria de plásticos), José Ricardo Roriz Coelho, a preocupação dos empresários foi levar uma agenda de geração de empregos.

"Colocamos a nossa agenda e recebemos o 'input' do governo de que algumas ações vão sair. Não podemos ter só a agenda da Previdência, precisamos acelerar o retorno do crescimento", afirmou.

Neste sentido, disse ele, o ministro Guedes sinalizou com ações concretas para baixar o custo da energia, por meio de mudanças no mercado de gás, e também a reforma tributária.

"Existe uma expectativa pelas medidas, estamos ansiosos para conhecer o 'revogaço' e outras medidas que o governo tem a apresentar nos próximos dias", disse Humberto Barbato, presidente da Abinee (eletroeletrônicos). "Isso parece fundamental para continuar com os níveis elevados de confiança da indústria".

Apesar dos dados de atividade fracos no início do ano, o presidente da Anfavea (automóveis), Antônio Megale afirmou que alguns setores têm mostrado recuperação e que a aprovação das reformas econômicas poderia acelerar o crescimento.

"A geração de empregos em fevereiro nos traz otimismo de que, se as reformas passarem, teremos a possibilidade de crescimento expressivo por alguns anos", afirmou.

Na visão dos empresários, o principal impulso que a reforma da Previdência pode dar à atividade é a recuperação da confiança na economia no longo prazo, o que tem sido freado pela incerteza quanto à solvência das contas do governo.

Por isso, o presidente da Abimaq (máquinas e equipamentos), José Velloso, afirmou que sem a reforma, o resultado positivo na atividade, ainda que pequeno, pode desaparecer.

"O PIB será um com a reforma e será outro, totalmente diferente, sem a reforma", disse, acrescentando que pode virar uma recessão.

Para ele, no entanto, o foco das ações na macroeconomia não deve ser desviado da Previdência.

"Não adianta colocar mais uma agenda macroeconômica neste momento. Colocar uma reforma tributária, política ou de costumes pode atrapalhar a agenda da reforma da Previdência. É uma de cada vez", afirmou.

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