Hospital Mestre Vitalino
Hospital Mestre VitalinoFoto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco

Psicólogos aprovados em concurso da Secretaria Estadual de Saúde denunciam a demora na convocação e alertam para o fato de que a assistência vem sendo prestada por número insuficiente de profissionais.

“No que se refere à gerência para a qual obtivemos aprovação e que atende à população de 32 municípios, ou seja, um montante de aproximadamente 1,3 milhão de pessoas, foram ofertadas apenas quatro vagas, mas a Secretaria vem se omitindo de convocar até mesmo os quatro primeiros colocados”, diz a psicóloga Renata Braga, que é uma das aprovadas e representa o grupo de psicólogos da IV Gerência Regional de Saúde (GERES), que congrega Caruaru e outros municípios do Agreste. O concurso foi homologado em 30 de dezembro de 2014 e em 2016 teve sua validade prorrogada até dezembro de 2018.

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Segundo Renata, para a categoria de analista em Saúde (Psicólogo Plantonista) o governo havia anunciado 53 vagas, distribuídas em 12 GERES em todo o estado de Pernambuco. Porém, até o momento apenas 19 candidatos foram convocados. “Na região para a qual fui aprovada, há diversas unidades de saúde. São três unidades hospitalares, que são o Hospital Jesus Nazareno, o Hospital Mestre Vitalino e o Hospital Regional do Agreste Dr. Waldemiro Ferreira; uma Unidade de Pronto Atendimento, que é a UPA Doutor Horácio Florêncio (Caruaru); duas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada, que são a UPAE Ministro Fernando Lyra e a UPAE Padre Assis Neves; e um hemocentro regional do Hemope, em Caruaru. O governo precisa seguir a legislação referente ao cargo, e o psicólog deve trabalhar em sistema de plantão com regime de 12 horas de trabalho por 60 horas de descanso. Ou seja, em resumo, para prestar adequadamente o serviço em apenas um destes hospitais ao longo da semana, seriam necessários pelo menos seis psicólogos. Há vagas e há absoluta necessidade de pessoas habilitadas para o exercício dessa função”, critica.

A representante da categoria denuncia que, apesar dos aprovados terem pedido um posicionamento da Secretaria de Saúde por diversas vezes e através de meios variados (presencialmente, por telefone e via email), não houve nenhum pronunciamento oficial sobre o assunto. “Eles não fornecem sequer informações sobre o número de exonerações ocorridas nesse período, bem como da expectativa de aposentadorias ou de profissionais compondo o quadro com vínculo precário”, diz Renata, que teme que o governo adie as convocações até muito próximo do final de prazo de validade do concurso ou, pior, após isso acontecer.

“Não é razoável não ter sido realizada qualquer convocação para o cargo de psicólogo durante mais de três anos, mantendo-se a defasagem de pessoal”, denuncia. Ela afirma ainda que outras categorias, como Serviço Social, Enfermagem e Fisioterapia, que já realizaram convocações que ultrapassam as vagas previstas no edital do concurso. “Estão favorecendo algumas categorias em detrimento de outras, sem explicar o motivo dessa omissão”.

Questionada a respeito, a Secretaria de Saúde respondeu, por meio de nota, que o governo de Pernambuco “tem se empenhado para reforçar as escalas da unidades da rede estadual com profissionais concursados”. “Desde 2015, já foram chamados 5,9 mil aprovados. no maior chamamento da saúde pública pernambucana. Do total dos concursados, 843 foram de médicos, 1.587 de outros profissionais de nível superior e 3.473 de técnicos de enfermagem e outras carreiras de nível médio. Em relação aos psicólogos, foram convocados para o Estado 27, de um total de 53 vagas. É importante ressaltar que o concurso tem vigência até o final de 2018 e que todos os aprovados serão chamados para os seus respectivos cargos”, diz a nota, ressaltando ainda que “possui psicólogos em todas as suas unidades de saúde da IV Geres”.

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