Assim como para boa parte das entidades de classe, a Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Conacate) também se posiciona contra as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo Governo Federal. Em visita à Folha de Pernambuco, na última terça-feira, o presidente da instituição, Antonio Carlos Fernandes destacou que, antes de discutir temas que afetam unilateralmente a população, o Governo Federal precisa analisar, por exemplo, o custeio da dívida pública, que, sozinha, é responsável por 46% do orçamento da União. “Não há razão para o Brasil ter a maior taxa de juros do planeta se não somos o País com maior índice de risco para se investir”, pondera, revelando contrassenso nas pautas prioritárias da União.

Ele defendeu ainda que o foco central da Conacate está na consolidação das estruturas, que, no entendimento das principais lideranças, passam por um princípio de desmonte do quadro de funcionalismo público. “As carreiras estáveis são o esteio da estrutura pública, ocupam funções sensíveis e relevantes na parte de controle e na execução dos serviços públicos e, por isso, mais do que nunca, devem ser preservadas e, ao contrário do que o Governo pretende, precisam ser fortalecidas”, comentou o presidente da Confederação, que, esta semana, realizou uma série de visitas e encontros com entidades colegiadas.

 

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