Copergás
CopergásFoto: reprodução/internet

O Governo de Pernambuco assinou um acordo de cooperação técnica com o BNDES para estudar a possibilidade de privatização da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás). Até o segundo semestre deste ano, o banco deve concluir uma análise sobre a viabilidade da alienação das ações pertencentes ao Estado, o qual é sócio majoritário da empresa de economia mista, com 51% das ações ordinárias.

A expectativa é que a análise do banco aponte qual o melhor modelo a ser adotado: se privatização ou Parceria Público Privada (PPP). "O primeiro passo é ter o estudo do BNDES nas mãos para decidirmos o futuro da companhia", disse o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Raul Henry, que participou de reunião entre a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques e o governador Paulo Câmara, ontem, no Rio de Janeiro. De acordo com Henry, por enquanto, não há negociações com empresas interessadas na companhia, mas os outros sócios do negócio, a Mitsui (24,5%) e a Gaspetro (24,5%) , já foram comunicados sobre a elaboração do estudo de desestatização.

De acordo com Henry, companhias distribuidoras de gás em outros estados também solicitaram o mesmo tipo de análise ao BNDES. "Esta é uma forma de manter a Copergás fazendo os investimentos necessários para ampliar a rede de gás em Pernambuco. Muito já foi feito, mas novas parcerias privadas podem aumentar o papel da empresa na economia do Estado", avaliou Paulo Câmara em nota enviada pela sua Assessoria.

A Copergás atua na distribuição do Gás Natural (GN) no Estado. A previsão de investimentos da companhia é de R$ 300 milhões até 2020. No ano passado, apenas o segmento de gás canalisado para uso residencial apresentou um crescimento de 24,52%, no comparativo com 2015. A companhia prevê que, nos próximos anos, somente este segmento vai mobilizar R$ 30 milhões em Pernambuco. A reportagem não conseguiu contato com a Copergás para comentar o anúncio do governo.

Investimentos
Durante a reunião com o BNDES, o governador Paulo Câmara também conversou sobre a liberação de operações de crédito no valor global de R$ 600 milhões. "Avançamos nos entendimentos para que esses recursos sejam destinados às áreas prioritárias que são Educação, Recursos Hídricos, estradas e Segurança Pública", informou Câmara por nota.

Segundo o governo, os recursos serão utilizados na construção de novas escolas em tempo integral, aquisição de 700 motos e dois helicópteros para o Plano de Segurança Pública e ainda para obras hídricas no Agreste e Sertão.

veja também

comentários

comece o dia bem informado: