Chesf
ChesfFoto: Clemilson Campos/Arquivo Folha de Pernambuco

Petrolina, no Sertão do Estado, se tornará em um verdadeiro laboratório para as fontes renováveis do País. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) vai apostar pesado na região e o primeiro passo será dado na próxima quarta-feira (21), quando realiza solenidade de lançamento do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento ‘Planta Fotovoltaica de Petrolina’, com investimentos de R$ 54,3 milhões. O anúncio contará com a presença do Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

De acordo com o presidente da Companhia, Sinval Zaidan Gama, a primeira fase consiste na construção de plantas fotovoltáicas para geração de energia elétrica com 3 Megawatts (MW), sendo uma de 2,5 MW, denominada de Planta Básica, e outra de 0,5 MW, chamada de Tecnológica. Juntas, terão capacidade para atender entre 6 mil e 8 mil residências; ou uma região do tamanho do Arquipélago Fernando de Noronha.

Esse, no entanto, não é o objetivo principal das usinas, conforme Zaidan Gama. "Queremos, na verdade, desenvolver pesquisas e encontrar melhores maneiras para gerar energia renovável", disse, destacando a característica de alto rendimento dos projetos ali instalados.

Para ele, o intuito da Companhia vai além e propõe um Centro de Referência em Energia Solar no município sertanejo, voltado ao desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico. O mesmo se chamará Cresp.

O Cresp compreenderá a instalação de três estruturas de Pesquisa & Desenvolvimento, a primeira com ordem de serviço a ser assinada amanhã. A segunda planta com tecnologia heliotérmica de calha parabólica e uma terceira planta com tecnologia heliotérmica de torre central. As três etapas do projeto somam investimentos de mais de R$ 152 milhões. Somando-se ao projeto Planta Fotovoltaica Flutuante, no Lago de Sobradinho (R$ 57 milhões), o valor de investimentos em energia solar, na região, totalizará cerca de R$ 210 milhões.

"Além disso, vamos estudar também a melhor tecnologia para armazenar essa produção. Para isso, vamos levar professores e pesquisadores para a região", detalhou.

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