O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e o presidente dos EUA, Donald Trump
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, e o presidente dos EUA, Donald TrumpFoto: KEVIN DIETSCH / POOL/EFE

A China afirmou nesta terça-feira (13) que adotou medidas concretas ante as acusações de dumping do Canadá e que a questão do excesso de oferta de aço é um "problema global" que nenhum país pode resolver sozinho.

Na segunda-feira (12), o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, acusou a China de inundar o mercado mundial com seu alumínio e aço baratos, que representam uma "concorrência desleal" para o setor siderúrgico da América do Norte.

As críticas do Canadá coincidem com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre a importação de aço e alumínio. A China produz metade do aço mundial. "Na realidade, a China está totalmente determinada e adotou medidas concretas para reduzir suas capacidades excedentes no aço", afirmou Lu Kang, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

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O governo da China, maior produtor de aço do mundo, afirma que reduziu a produção em mais de 50 milhões de toneladas em um ano. Após 1,1 bilhão de de toneladas produzidas em 2016, Pequim se comprometeu a reduzir sua produção em 150 milhões de toneladas entre 2016 e 2020, um objetivo que pode ser alcançado ainda este ano, segundo as autoridades. "Mas o excedente de produção em escala mundial é um problema global que não pode ser resolvido por um país de maneira unilateral", disse Lu Kang.

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