Plano de saúde
Plano de saúdeFoto: Arquivo/Agência Brasil

Estudo desenvolvido pela Deloitte, batizado de “Global Health Care Outlook 2018”, revela que a constante evolução de políticas regulatórias, processos e competências é um dos grandes desafios atuais do setor de saúde, que precisa descobrir uma forma de trabalho eficiente para além das paredes dos hospitais.

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“Para todos esses problemas, a única solução é a incorporação de novas tecnologias para diminuir a falta de eficiência e produtividade do setor”, explica o líder de Life Sciences e Health Care da Deloitte no Brasil, Enrico de Vettori. Entre as apostas do setor, estão a inserção de robôs, inteligência artificial, análises de dados, biologia sintética, impressão em 3D, nanotecnologia, diagnósticos complementares, biosensores e rastreadores. “Por meio dessas alternativas tecnológicas, é possível identificar um usuário que está de alguma maneira abusando, o médico que passa exames sem necessidade, também o paciente que requer mais cuidados. Isso é criar uma agenda única. É difícil, mas na medida em que deixa de ter fragmentação se torna um jogo de ganha-ganha, em que ganha o paciente que vai ter um melhor atendimento e as operadoras, que conseguem reduzir os custos por meio de uma gestão de dados eficiente”, explica Vettori. 

Além da tecnologia, uma forma em estudo, mas ainda sem data para ser implantada de fato, está a inserção dos planos de saúde individuais acessíveis, que teriam uma cobertura mais restrita, sem direito, por exemplo, à internação, diferente dos planos de saúde vigentes. De acordo com o Ministério da Saúde, no entanto, um relatório da ANS demonstra que os planos acessíveis já podem ser implementados pelo mercado, sendo de livre escolha do consumidor optar pela adesão. Como informa o relatório, tratam-se se ações previstas em resoluções e práticas do mercado. “As operadoras de planos de saúde já podem formatar produtos com as características apontadas como essenciais a um plano mais acessível ao consumidor em termos de preço, conforme os parâmetros da regulação já existente, com preços mais acessíveis, mas preservando sua sustentabilidade no longo prazo”, esclarece nota da ANS sobre o produto.

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