Combustível
CombustívelFoto: Pixabay

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (23), pelo segundo dia consecutivo, redução nos preços da gasolina e do diesel em suas refinarias. A partir de quinta-feira (24), o preço da gasolina cairá 0,62% e custará R$ 2,0306 o litro. O preço do diesel terá redução de 1,15% e passará a custar R$ 2,3083, de acordo com a estatal.

Em dois dias, as quedas acumuladas chegam a 2,69% para a gasolina e a 2,67% para o diesel. Apesar disso, a gasolina acumula altas de 12,95%, em maio, e de 16,76% em um mês. O diesel soma aumentos de 9,34%, em maio, e de 15,16% em um mês. O alto valor do preço do combustível é o principal motivo para a manifestação nacional dos caminhoneiros, que começou no final da noite de domingo (20).

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Entenda como funciona o cálculo dos preços

Desde que a Petrobras mudou sua política de ajuste de preços, em 3 de julho do ano passado, as flutuações do câmbio impactam no preço da gasolina e do óleo diesel. Nas refinarias, o preço acumula um aumento de quase 60% nos dois combustíveis desde a metade do ano passado.

O preço que chega no bolso do consumidor, porém, é composto por outros itens. Na gasolina, o preço das refinarias representa 29% do valor dos postos. O restante é composto por adição de etanol anidro (13%), o tributos federais -PIS/Pasep, Cofins e Cide- (16%), o ICMS, de ordem estadual, (28%), a margem bruta de distribuição e custos de transporte (4%), e a margem bruta dos postos (10%).

Já o valor final do diesel é composto em 49% pelo preço das refinarias. Adição de biodiesel (6%), os mesmos tributos federais (14%) e estadual (14%) que incidem sobre a gasolina, além das margens brutas de distribuição (5%) e dos postos (11%), compõem o preço ao consumidor.

O governo anunciou nesta terça-feira (22) que vai zerar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel. Estima-se que, com essa redução, o impacto gire em torno de seis centavos (R$ 0,06) por litro de combustível.

O preço da gasolina está subindo em todo o mundo devido à valorização global do dólar. Também influenciaram a alta o colapso da produção na Venezuela e turbulência na relação dos Estados Unidos com o Irã. As cotações subirão ainda mais neste ano, estima pesquisador ouvido pela reportagem.

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