Bitblue: a primeira corretora de criptomoedas de Pernambuco
Bitblue: a primeira corretora de criptomoedas de PernambucoFoto: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

Desde que o bitcoin atingiu cotações milionárias, as criptomoedas passaram a despertar a atenção dos brasileiros. Muitos deles já começaram até a investir nas moedas virtuais. Já outros ficaram apenas na vontade, sobretudo no Nordeste, por não saberem operar neste mercado. Mas o Grupo B&T Câmbio decidiu mudar essa realidade. E, para isso, abriu uma corretora de criptomoedas no Recife. É a Bitblue, empresa pernambucana que já nasce com parcerias mundiais para poder tornar o ato de investir em moedas virtuais em algo acessível para todos os brasileiros. CEO da Bitblue, Edísio Pereira Neto explicou que o objetivo da corretora é tornar a compra e a venda de criptomoedas mais simples e também mais barata, o que pode viabilizar o crescimento desse mercado no Brasil.

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“Nossa corretora está integrada a três exchanges internacionais. Por isso, nós buscamos o melhor preço para o cliente”, justificou Neto, dizendo que isso normalmente não acontece nas corretoras que já operam no Brasil. “A maioria liga clientes brasileiros que querem vender criptomoedas a clientes que querem comprar. E elas ganham uma corretagem de 2% a 3% em cima disso. Já a Bitblue tem operações externas. E o preço do bitcoin normalmente é mais barato no exterior, já que a oferta é maior lá fora - os principais mercados de criptomoedas ainda são os Estados Unidos, a China, o Japão e a Coreia. Por isso, nós oferecemos um preço menor e não cobramos nenhuma tarifa em cima dessa operação, pois já ganhamos no câmbio, quando convertemos o valor da moeda para o real”, argumentou o empresário, dizendo que, por isso, um bitcoin pode ser encontrado por cerca de R$ 24,4 mil na Bitblue. Já em outras corretoras esse preço pode variar de R$ 25,8 e R$ 26,2 mil.

Neto ainda garantiu que tudo isso é feito internamente, através de robôs desenvolvidos especialmente para a plataforma da Bitblue. Por isso, para o cliente, a operação é muito simples. “O cliente já vê o preço em reais. E ele pode fazer a compra de maneira quase que instantânea”, garantiu Edisio, lembrando que todas as operações são feitas pelo site da Bitblue. Se mesmo assim, surgirem dúvidas , a equipe do Bitblue está à disposição para esclarecer os questionamentos. E a maior parte desta equipe está no Recife.

Inaugurado há cerca de três meses com um investimento de R$ 2 milhões, o escritório da Bitblue fica em um empresarial de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana, e já emprega 30 pessoas. É lá que ficam as áreas de desenvolvimento, suporte e aprovação de cadastro da corretora. “Optamos por Recife por ser um polo digital efervescente, que tem mão de obra boa e mais barata que a de São Paulo”, contou Neto, dizendo que o custo benefício compensa. Também pesou nesta escolha, contudo, o fato de que a Europa Câmbio, uma das empresas que compõem o Grupo B&T, ser pernambucana. Afinal, o mercado de criptomoedas ainda é pequeno no Nordeste. Segundo pesquisa do aplicativo de finanças GuiaBolso, 42% dos investidores brasileiros de criptomoedas moram em São Paulo e outros 10% no Rio de Janeiro. Mas a Bitblue acredita que o mercado nordestino, sobretudo o recifense, tem potencial para crescer, por conta do ecossistema de tecnologia criado pelo Porto Digital.

Enquanto isso, a maior parte dos clientes da Bitblue fica mesmo no Sudeste, mais especificamente em São Paulo, que, por isso, ficou com o escritório comercial da corretora. E não são poucos clientes. Apesar do pouco tempo de funcionamento, a Bitblue já movimenta cerca de R$ 10 milhões por mês com a venda de criptomoedas - além do bitcoin, a empresa trabalha com ethereum e dash e a ideia é passar a oferecer mais sete moedas virtuais nos próximos meses. Por isso, a empresa já tem planos de expansão e mais 20 profissionais de desenvolvimento devem ser contratados no Recife para dar suporte a esse crescimento.

Edisio Pereira Neto, CEO da Bitblue

Edisio Pereira Neto, CEO da Bitblue - Crédito: Gustavo Glória / Folha de Pernambuco

Bitcoin poderá ser usado na compra de dólar

 

Além de ampliar os números de investimento, a Bitblue tem a pretensão de sair do mundo virtual para o mundo físico. A ideia é possibilitar o uso de criptomoedas nas operações de câmbio do Grupo B&T. E, depois disso, estender essa operação para outros setores varejistas.

Até novembro, será possível comprar real, dólar e euro com bitcoins, ethereum ou dash ou vice-versa nas 200 lojas de câmbio do grupo, como as da Europa Câmbio”, prometeu Edísio Pereira Neto, dizendo que, assim, além de ser a primeira corretora de criptomoedas de Pernambuco, a Bitblue será a primeira empresa desse tipo a operar no varejo físico no Brasil. “A ideia é que nossa plataforma entre no varejo, atendendo restaurantes, mercados e farmácias, no segundo semestre do ano que vem. E nós podemos testar essa operação no Recife, já que nosso setor de suporte e desenvolvimento está aqui”, revelou o empresário.


Ele explicou que, mais que uma opção de investimento, as criptomoedas devem ser usadas como um meio de pagamento no futuro. E a prova disso é que, depois da alta e da queda repentina observadas no fim do ano passado, o bitcoin tem mantido uma cotação relativamente estável, entre US$ 6 mil e US$ 8 mil. “O bitcoin foi feito para ser o dinheiro da internet e para facilitar a vida de quem precisa fazer pagamentos internacionais. Ele só deve subir se mais países passarem a regulamentar a sua atuação”, opinou o empresário, lembrando que a moeda ainda não é regulada no Brasil. “Mas é legalizada, tanto que precisa ser declarada no imposto de renda”, amenizou.

 

 

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