Robson Andrade defendeu aceleração de mudanças estruturais
Robson Andrade defendeu aceleração de mudanças estruturaisFoto: Miguel Ângelo/CNI

Encerradas as eleições, os principais agentes do empresariado brasileiro pediram que o País volte a se unir em prol das medidas que podem contribuir com a retomada do desenvolvimento econômico nacional. Essas entidades acreditam, porém, que a recuperação econômica está ligada às reformas que, assim como as eleições, dividem a opinião dos brasileiros. Destaque para as reformas da Previdência e Tributária.

Jair Bolsonaro deve assumir disposto a promover um governo que una os brasileiros e a enfrentar, de forma serena e determinada, os enormes desafios para que o Brasil volte a crescer e a criar empregos”, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em linha com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomercio-SP), os bancos Santander e o Itaú. “É hora de juntar forças em torno de objetivos comuns: o Brasil e as medidas necessárias para que ele avance em direção às conquistas socioeconômicas que todos anseiam”, disse a Anbima. A Fecomercio-SP lembrou que, além de crescimento econômico, é preciso desenvolvimento social e ambiental.

As entidades ainda elencaram como um dos fatores indutores do crescimento econômico as chamadas reformas estruturais. “Com a aceleração das reformas econômicas e institucionais, como a da Previdência e a tributária, o País se fortalecerá e construirá, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva”, afirmou o presidente da CNI, Robson Andrade.

A Fecomercio-SP argumentou que a Reforma da Previdência é importante para equilibrar o sistema previdenciário. “Da mesma forma, a Reforma Tributária é fundamental para a melhoria do ambiente de negócios no País, garantindo o desenvolvimento sustentável da economia brasileira”, acrescentou a federação, destacando que é contra à elevação de tributos.

Já o Sebrae pediu “liberdade empreendedora”. E a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) solicitou menos burocracia e simplificação do processo de abertura de empresas, além de melhoria das condições que favorecem o ambiente de negócios e o consumo das famílias, como segurança, infraestrutura e acesso ao crédito.

A Fecomercio-SP admitiu que há “convergência de seus objetivos com as propostas no programa de governo apresentado”, sobretudo porque o presidente eleito já se mostrou favorável às reformas. A da Previdência, por sinal, é apontada como prioridade de Bolsonaro, que também já falou em cortar ministérios e aumentar privatizações. O capitão também prometeu reduzir impostos, mas cálculos encomendados pela Folha de São Paulo ao economista Sergio Gobetti afirmam que sua proposta de Reforma Tributária provocaria um rombo de R$ 27 milhões . E, como lembrou o presidente da CNI, para aprovar qualquer uma dessas medidas, Bolsonaro vai precisar manter diálogo com o Congresso Nacional.

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