Fábio Lopes Alves, presidente da Chesf
Fábio Lopes Alves, presidente da ChesfFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A tendência de investimento em energias limpas, a exemplo da solar e da eólica, faz parte da realidade das empresas brasileiras. Com a crise hídrica, os reservatórios do Brasil estão em situação delicada, mesmo que nos últimos dias as chuvas tenham melhorado a capacidade de alguns deles. Por isso, através de estudos e projetos, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está seguindo essa tendência e seu foco será a fonte solar. E a companhia planeja investir na fonte R$ 1,9 bilhão nos próximos cinco anos. Atualmente, a Chesf possui 1 Megawatt (MW) de potência instalada da fonte solar. A projeção é de que no próximo ano já chegue a 8 MW.

Para a estatal, as fontes alternativas são a solução dentro de um cenário de escassez de água. “As projeções são buscar as energias solar e eólica. Devemos aproveitar que na região Nordeste a incidência do sol e a qualidade dos ventos são boas. Nesse primeiro momento, haverá bons investimentos por parte da Chesf na solar, na terra que é privilegiada com sol”, destacou o presidente da Chesf, Fábio Lopes Alves. Para o próximo ano, o investimento previsto na fonte solar é de R$ 94 milhões. O maior investimento prospectado será em 2022, valor que chegará a R$ 735 milhões. Em 2020, será de R$ 340 milhões; em 2021, de R$ 606 milhões; e em 2023, de R$ 405 milhões.

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Um dos projetos a serem lançados pela companhia é o contrato de arrendamento de uma área no município de Bom Nome, no Sertão de Pernambuco, para construção de uma usina solar. Com investimento previsto de R$ 105 milhões, a perspectiva é que o projeto seja concorrido em leilão para colocar energia no mercado. “Estamos estudando a área para fazer a medição da incidência do sol no local. Também estamos realizando pré-contrato com os moradores. A projeção é de se preparar para ir ao leilão no próximo ano”, adiantou Alves. A potência instalada da usina será de 30 MW. Além dessa, a Chesf também estuda outras 17 localidades no Nordeste para possíveis investimentos.

Projeto pioneiro, a usina solar flutuante instalada no reservatório da Usina Hidrelétrica do Sobradinho, na Bahia, também é uma aposta da companhia para o futuro. Inicialmente, a previsão é gerar energia a partir deste mês para a própria usina de Sobradinho com 1 MW de potência instalada. A partir de 2019, as placas solares flutuantes já podem gerar energia para a rede básica. “A primeira etapa será para serviços auxiliares, ou seja, para manter Sobradinho. Em janeiro, vamos autorizar o aumento de mais 4 MW de potência para conectar à rede do sistema nacional de energia”, explicou o presidente da Chesf.

Só no próximo ano, a previsão é que, no total, a Chesf invista R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão na rede de transmissão e R$ 300 mil na geração de energia. “Pelos estudos, está sendo estabelecido um aumento de investimento para 2019. Em 2018, o investimento total deve fechar em torno de R$ 1,1 bilhão”, disse Fábio Alves. As substituições de equipamentos, por exemplo, são mais uma ação para 2019. “Projetamos R$ 300 milhões de investimento com recursos próprios para o programa de novas instalações. O objetivo é substituir equipamentos que estão no fim da sua vida útil, a exemplo de transformadores e reatores. Com isso, vamos promover a modernização em subestações com a automatização, assim melhoraremos a qualidade e o desempenho dos equipamentos”, comentou Alves.

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