Fundaj e Sudene discutem planos para o Nordeste
Fundaj e Sudene discutem planos para o NordesteFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Representantes da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) se reuniram, na manhã desta segunda (11), no campus de Casa Forte da Fundaj, para discutir pontos estratégicos para o desenvolvimento da região. Acesso à água, educação e melhoria na administração de recursos federais pelos municípios foram questões centrais na pauta do encontro.

Na ocasião, estiveram presentes o coordenador geral de Estudos e Pesquisas, Avaliação, Tecnologia e Inovação da Sudene, Ademir Vilaça, e o presidente da Fundaj, Alfredo Bertini.

Para Ademir Vilaça, a reunião estreitou os laços entre as instituições. “Acho que essa parceria é fundamental para o Nordeste. São duas instituições muito fortes, com atuação histórica aqui e que estão tentando se reinventar e se rearticular dentro desse novo contexto", comentou ele. "A Sudene já tem algumas ações direcionadas para segurança hídrica, para fortalecimento da gestão, e nosso objetivo é juntar as instituições pra acabar com a sobreposição de políticas, e a gente conseguir gerar sinergia nas ações”, avaliou.

Segundo Alfredo Bertini, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também deverá participar das articulações. As três instituições trabalharão em conjunto - a Fundação realizando pesquisas; a Sudene desenvolvendo políticas; e o BNB, as financiando. “Nesse esforço, esses três órgãos têm como contribuir de forma decisiva nesses processos”, afirmou.

“A Sudene e o BNB são os atores protagonistas dessa politica, e nós somos o passo coadjuvante. Porém, a gente tem uma estrutura de apoio importante nessa discussão, seja pelo lado da pesquisa, da formação, da capacitação. É um papel que a gente julga de relevância, exatamente porque traz um vértice desse triângulo para dentro desse processos de desenvolvimento e da maneira que a gente quer que aconteça, que chegue lá na ponta ao nordestino, que traga uma mudança efetiva, de uma nova realidade”, disse.

De acordo com Vilaça, a Sudene e a Fundaj já articulam a criação de um grupo de avaliação das políticas públicas existentes com o objetivo de identificar resultados e as áreas em que deverão investir “com maior assertividade, maior eficácia e maior eficiência para a população”. “O foco é sempre a questão da segurança hídrica, de fortalecimento não só das grandes obras que estão no panorama do Ministério de Desenvolvimento Regional, mas principalmente dessa infraestrutura complementar para chegar à população, principalmente a rural”, complementou.

Sobre a questão hídrica, Vilaça antecipou que, além dos esforços internacionais que estão sendo empregados - com a aproximação ao Estado de Israel, guiada pelo presidente Jair Bolsonaro -, os órgãos também estão mapeando as tecnologias já disponíveis de acesso à água. “Tanto as tecnologias de ponta como as tecnologias sociais que podem ser aplicadas para o pessoal que mora nessa zona rural, onde o custo de implantar a tecnologia externa seria muito caro. A gente está procurando entender melhor quais são as opções possíveis para analisar a viabilidade das mesmas e aplicá-las de acordo com as condições locais”.

Também participaram da reunião a coordenadora substituta de Avaliação de Planos, Programas e Projetos da Sudene, Gabriela Lins; o assessor especial do Ministério da Educação, Robson Silva; e os diretores da Fundação: de Pesquisas Sociais, Carlos Osorío; de Inovação e Formação, Tiago Levi, de Memória, Educação, Cultura e Arte, Fernando Halinsk, e de Planejamento de Administração, Ivete Lacerda.

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