Comércio eletrônico
Comércio eletrônicoFoto: Reprodução/Internet

Apesar de o brasileiro ainda evitar compras desnecessárias, o comércio eletrônico faturou R$ 69 bilhões no Brasil em 2018. Com isso, o chamado e-commerce cresceu 15%, enquanto o varejo tradicional cresceu apenas 2,3% no País, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). É um bom resultado que, para o setor, mostra que o consumidor está cada vez mais disposto a trocar as compras físicas por compras virtuais.

“O comércio online tem crescido cinco vezes mais que o off-line no mundo. É uma tendência. E os números do Brasil mostram isso. Apesar de o consumo ainda estar retraído no País por conta da crise, o e-commerce teve um crescimento significativo porque novos consumidores passaram a testar as compras online”, explicou a líder comercial da consultoria Ebit|Nielsen, Ana Szasz, dizendo que, só em 2018, o e-commerce ganhou 10 milhões de novos consumidores no Brasil. E foi por isso que, além do faturamento, o e-commerce ampliou em 10% o número de transações, chegando à marca de 123 milhões de pedidos online com tíquete médio de R$ 434, segundo a Ebit|Nielsen.

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“O e-commerce cresce muito por conta do que representa para o consumidor: facilidade, praticidade e a comodidade de comprar do conforto da sua casa, comparando preços, produtos e ofertas. E a tendência é continuar crescendo, porque muitas pessoas ainda estão conhecendo o universo digital”, reforçou o diretor da ABComm, Maurici Junior, destacando que, por isso, o Nordeste tem registrado a maior taxa de crescimento no uso do e-commerce no Brasil: 27% de aumento, segundo a Ebit|Nielsen. “A região vem ganhando maturidade digital. Por isso, o e-commerce tem ganhado muita força”, explicou Junior, dizendo que a expansão da internet móvel também ajuda a ampliar o setor, tanto que 33% das vendas online já vêm de smartphones e tablets.

Segundo a Ebit|Nielsen, são as compras de telefonia, como as de smartphones, que têm puxado a alta do comércio eletrônico no Nordeste. Também tem se destacado no e-commerce brasileiro, porém, as vendas de moda, perfumaria e cosméticos. “Categorias como as de tecnologia, eletroeletrônicos e eletrodomésticos continuam importantes. Mas o número de pedidos dessas outras categorias têm crescido. Afinal, o tíquete médio desse setores é menor e permite que os consumidores façam um teste ou efetuem mais compras”, explica Ana, dizendo que isso também mostra uma maturação do e-commerce no Brasil. “Estamos saindo do comércio de bens duráveis para o de bens não duráveis. É a mesma rota registrada em países que estão mais à frente nesse processo. A China e a Coreia, por exemplo, passaram por isso e hoje já estão em outra fase, a de consumo fresco, diário”, contou Ana.

O diretor da ABComm lembra, porém, que o e-commerce ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. “Apesar das altas taxas de crescimento, essa modalidade só representa de 3% a 4% das vendas do varejo tradicional. É muito pouco. Em países como Estados Unidos e China, essa taxa é de 20%”, pontuou Junior, que, por tudo isso, espera continuar com taxas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos.

Em 2019, o varejo tradicional projeta alta de 5,6%, mas a ABComm espera crescer 16%, atingindo R$ 79,9 bilhões em vendas online. A associação ainda espera registrar 265 milhões de pedidos em 87 mil lojas virtuais. E destaca: há espaço para as micro e pequenas empresas (MPEs) no comércio virtual, tanto que as MPEs devem representar 29% do faturamento do e-commerce neste ano.

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