In Loco quer mais mulheres na empresa
In Loco quer mais mulheres na empresaFoto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Responsável pela maior parte dos empregos que serão criados nos próximos anos, o ramo dos negócios de tecnologia tem uma das maiores taxas de desigualdade de gênero do mercado de trabalho brasileiro. Afinal, ainda são poucas as mulheres que se formam em cursos de exatas. No Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por exemplo, só 20 dos 210 aprovados para o curso de Ciência da Computação neste ano são mulheres. Mas a In Loco, um dos principais players do ecossistema de inovação pernambucano, quer mudar essa realidade. Por isso, vai incentivar a formação de novas engenheiras.

A iniciativa marca a primeira atividade do In Loco For Change - selo que vai desenvolver projetos de responsabilidade social dentro da empresa pernambucana, que já tem sedes em São Paulo e nos Estados Unidos. “Esta é a primeira ação da plataforma que criamos para oferecer conhecimento e promover a inclusão de cada vez mais pessoas e grupos de profissionais no ecossistema de inovação e tecnologia brasileiro”, contou a diretora de cultura e comunicação da In Loco, Lana Pinheiro, explicando que o selo foi lançado no Dia Internacional da Mulher porque a empresa sente a falta dos currículos femininos em seus processos seletivos.

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“Existem mulheres na nossa engenharia, mas é uma participação baixa que reflete nosso padrão educacional”, lamentou a diretora da In Loco, contando que, hoje, só 36% dos funcionários da empresa são mulheres. “Mas nós queremos aumentar esse número. Queremos contratar gente talentosa, independente do gênero. Por isso, queremos mostrar às meninas que a engenharia não é uma carreira masculina. Ao contrário, é uma carreira que tem imensas oportunidades dentro de empresas como a In Loco”, afirmou Lana, garantindo que a In Loco vai contratar muita gente nos próximos meses.

Por conta disso, a empresa preparou um dia de conversas sobre a presença da mulher na engenharia. O debate será realizado na próxima quarta-feira (13) no Recife e em São Paulo com profissionais da empresa e alunas de escolas públicas que demonstraram interesse em conhecer o dia a dia de uma empresa de tecnologia. “Optamos por falar com meninas que ainda não fizeram vestibular para mostrar que elas podem escolher a engenharia como profissão e podem ocupar qualquer cargo dentro de uma empresa de tecnologia”, explicou a diretora da In Loco, que vai receber 80 estudantes do ensino médio no Recife e mais 35 em São Paulo.

E ela garante: este é só o começo do In Loco for Change. Por isso, outras ações desse tipo devem ser lançadas nos próximos meses, tanto para mulheres quanto para outros grupos sociais que podem ampliar a sua representatividade nos negócios de tecnologia. “O campo da engenharia vai crescer enormemente nos próximos anos. E esse crescimento vai demandar profissionais cada vez mais especializados, que entendam e gostem da área”, justificou Lana.

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