Imóveis
ImóveisFoto: Arquivo Folha de Pernambuco

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) caiu 0,5% em fevereiro. O indicador acompanha o desempenho da comercialização dos imóveis no Grande Recife, e, no mês de fevereiro, registrou 4,8%. O número foi superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 3,9%, porém menor do que o mês de janeiro, quando o índice chegou a 5,3%.

O IVV é calculado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco (Sinduscon-PE).

Segundo o coordenador do Núcleo de Economia da Fiepe, Cezar Andrade, o motivo pelo qual o indicador caiu foi porque as grandes construtoras tiveram poucas vendas no período. “O IVV calcula as vendas em relação às ofertas, e, quando uma empresa grande vende menos, esse índice cai. Mas, apesar disso, representa um aumento considerável em comparação com 2018”, disse.

Cezar destaca ainda que é esperado um ano melhor para o setor, em um momento de recuperação, apesar da cautela do consumidor do pernambucano. “A gente acredita que será um momento positivo, apesar de ter uma queda em relação a janeiro, mas é um momento de recuperação e que pode chegar em algo bom. O pernambucano está mais cauteloso, principalmente pela dificuldade do acesso ao crédito porque, na hora de chegar no financiamento, o crédito é negado”, contou.

Em fevereiro, 43 empresas do mercado responderam o estudo do IVV, e foram ofertados 4.273 imóveis. Dos apresentados, 611 unidades (14,30%) utilizaram como recurso de financiamento o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). As demais unidades utilizaram como meio de custeamento recursos próprios ou do sistema financeiro habitacional.

Apesar de as vendas terem uma pequena redução, a OR, por exemplo, está buscando novas regiões para ofertar produtos ao público. Segundo o diretor da OR em Pernambuco, Ricardo Carneiro, a esperança é de que o ano de 2019 tenha um melhor desempenho. “A gente tem tido uma procura maior dos clientes pelos imóveis agora em abril, sendo melhor do que fevereiro e março. Tudo depende de fatores macroeconômicos; a compra de um imóvel é um investimento a longo prazo. Alguma coisa precisa ser resolvida a respeito do equilíbrio fiscal, é preciso ter uma segurança jurídica”, disse.

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