Recorde de investimentos no Tesouro Direto
Recorde de investimentos no Tesouro DiretoFoto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Investidores do Tesouro Nacional poderão ter acesso, a partir desta quarta-feira (15), a um valor recorde no vencimento: serão R$ 9 bilhões, que foram aplicados através do título público Tesouro IPCA+ 2019. Ao todo, serão pagos cerca de R$ 80 bilhões na data do vencimento, considerando pessoas físicas e jurídicas. A maior parte, cerca de 58% deles têm entre 26 e 45 e representa os investidores até R$ 10 mil, de acordo com dados do Ministério da Economia.

O Tesouro IPCA+ 2019 começou a ser negociado em 2013, com taxa de retorno de 2,88% ano, mais inflação. As negociações continuaram até 2017. O momento de maior valorização dos títulos foi em 2015, quando a taxa básica de juros, Selic, chegou a 14,25% ao ano. Estrategista da RB Investimentos, Daniel Linger, fala sobre o que impulsionou os menores investidores a escolherem o Tesouro Direto. “É uma opção de investimentos mais segura, rende mais que a poupança e onde é o próprio governo que garante aquele papel. É quase impossível de não acontecer o pagamento no vencimento. Esse papel, inclusive, tem uma característica boa para investidores mais conservadores”, explica.

Concebido em 2002, o Tesouro Direto surgiu com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, ao permitir aplicações com apenas R$ 30,00. Antes do programa, o investimento por pessoas físicas era possível somente indiretamente, por meio de fundos de renda fixa que, por cobrarem elevadas taxas de administração, especialmente em aplicações de baixo valor, reduziam a atratividade desse tipo de investimento.

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Para este novo ciclo, a preocupação do mercado é para onde irão os novos investimentos deste valor que será recebido. Atualmente, existem três tipos de destinos em que o investidor pode ter um bom retorno ao aplicar. Um é o próprio Tesouro Direto, que tem como vencimentos 2024 (com 4% de juros mais inflação), 2035 (com 4,30% mais a inflação) e 2045 (também em 4,30% mais inflação).

Outro é o Fundo de Debêntures Incentivadas, que tem maior rendimento que o Tesouro IPCA+, pois estão atrelados à inflação, mas apresentam mais riscos por dependerem de variação de mercado. Por último, com maior risco mas também maior retorno, os Certificados de Recebíveis Imobiliários são títulos sobre créditos imobiliários, que também não possuem cobrança de imposto de renda, mas dependem demais da variação de mercado.

Linger, inclusive, aproveita para dar dicas do que fazer com os retornos do Tesouro Direto. "Quem quiser, pode utilizar parte do dinheiro em cada tipo de investimento, não somente no IPCA+. Isso pode ajudar a pulverizar os riscos e aumentar os retornos", explica. Utilizando dados da calculadora do Tesouro Direto do Ministério da Economia, por exemplo, tendo como referência o vencimento em 18 de agosto de 2024, taxa de rendimento ao ano de 3,90% e valor inicial de R$ 52,77, o preço unitário será de R$ 2.638,85.

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