Luiz Fernando Araújo, sócio-diretor da área de investimentos da Finacap Consultoria
Luiz Fernando Araújo, sócio-diretor da área de investimentos da Finacap ConsultoriaFoto: Julya Caminha/ Folha de Pernambuco

Em tempo de estratégia do Governo Federal, com os planos futuros da política econômica do presidente Jair Bolsonaro, liderada pela proposta da Reforma da Previdência de Paulo Guedes, a expectativa é que a rentabilidade do Fundo de Investimento Multimercado seja maior. Investir nesse planejamento é uma alternativa para colher bons resultados nos próximos meses e anos. Para se ter uma ideia, segundo a Finacap Consultoria Financeira, esse fundo teve, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, uma rentabilidade de 5,22%.

Essa tem sido, inclusive, a melhor aposta de investimento nos últimos 12 meses devido à queda na taxa de juros, de acordo com o Sócio-Diretor da área de investimentos da Finacap, Luiz Fernando Araújo. “Essa aposta de queda dos juros foi uma boa aposta, deu resultado, mas ela praticamente se esgotou. Ou seja, não tem muito espaço para os juros caírem ainda. A gente está com 6% na taxa, a mínima da história”, explicou Araújo.

Devido a esse cenário de estagnação na queda dos juros, a partir dos próximos meses, a rentabilidade do Fundo Multimercado pode ser melhor com o investimento no Fundo de Ações. “O que aqui a gente está apostando, no caso do Multimercado, é que as Ações agora vão ser a aposta que vai dar uma rentabilidade melhor nos próximos meses, nos próximos anos, mais do que os juros. Por isso a gente colocou no Fundo Multimercado um pouco de Ações, justamente para poder capturar esse movimento”, comentou Araújo.

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O valor inicial para se investir no Fundo Multimercado é de R$ 1.000 e as pessoas físicas e fundos de pensão são os principais investidores do fundo. A taxa de administração é de 0,85% ao ano. Com variação na rentabilidade de 3% a 9%, o Multimercado divide o capital investido do cliente em vários fundos: DI, Pré-fixado ou inflação, Ações e crédito privado. O gestor, a exemplo da Finacap, decide qual a porcentagem vai ser destinada para cada fundo.

E o movimento da economia brasileira é uma boa perspectiva para o mercado. “Se passar a Reforma da Previdência, se a economia começar a aquecer, a tendência, é que as Ações, essa classe de ativo que ainda não deu uma boa rentabilidade, seja a melhor alternativa. Ou seja, as Ações ainda não tiveram crescimento grande e a expectativa é que os investidores estrangeiros, a partir do momento que tiver a Reforma da Previdência aprovada, ganharem mais confiança pra investir no Brasil”, explanou o Sócio-Diretor da Finacap.

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