[610] Fábrica da Jeep
[610] Fábrica da JeepFoto: Bruno Campos/Arquivo Folha

Mesmo diante de um cenário nacional econômico adverso, Pernambuco conseguiu mostrar bons resultados no consolidado de investimentos anunciados nesse primeiro semestre. Afinal, de janeiro a junho, o Estado foi opção de investimento de 59 empresas, que vão ou expandir ou começar novas operações em Pernambuco. O resultado de tudo isso será a criação de 20 mil novos postos de trabalho e injeção de R$12,5 bilhões na economia estadual.

“No momento de uma crise tão grande que o Brasil está passando, mostramos que Pernambuco não fica parado. A gente arregaça as mangas e está promovendo e ativando a economia do Estado como um todo” comenta o secretário de desenvolvimento do Estado, Bruno Schwambach.

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E dos R$12,5 bilhões aportados na economia, 60% serão destinados ao polo automobilístico do Estado, em Goiana. É lá que está instalada a fábrica da Jeep, cujo a Fiat Chrysler Automobiles planeja aportar, até 2023, R$ 7,5 bilhões e criar 9 mil vagas de emprego. Além da Jeep, o bom resultado do primeiro semestre refletiu também o anúncio do aporte da empresa espanhola Solatio. Em abril, ela anunciou o investimento de R$ 3,5 bilhões na construção do maior complexo solar fotovoltaico do País, que será instalado no município de São José do Belmonte, no Sertão Pernambuco. Nesse empreendimento, o total de postos de trabalho pode chegar a mil diretos. 

Somam-se aos aportes, anúncios como o da Connect Cargo, que deve gerar até o próximo ano cerca de 240 empregos diretos e a rede supermercadista Novo Atacado, que deve investir R$ 500 milhões, nos próximos quatro anos, na abertura de 15 a 20 lojas em todo o Estado.

O presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Ad Diper), Roberto Abreu e Lima lembra que nesse primeiro momento as vagas geradas serão como foco na implantação do empreendimento. “Os empregos anunciados não vêm com o anúncio do investimento, mas ao longo do processo de implantação. Nessa fase, a partir deste segundo semestre, um dos setores que deve ser aquecido será o da construção civil, com as obras de instalação e ampliação anunciadas no primeiro semestre”, explica.
Ainda segundo Abreu e Lima, a justificativa para o bom desempenho do Estado em relação ao restante do Brasil vai além da localização geográfica privilegiada. “A gente é proativo e profissional e damos todo o suporte que o investidor precisa”, revela o presidente da Ad Diper. Segundo ele, nos próximos dias, novos anúncios de investimentos serão feitos, comprovando a vocação de destaque do Estado no circuito econômico nacional.

 

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