Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni
Ministro da Casa Civil, Onyx LorenzoniFoto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse nesta quinta-feira (22) que o discurso de países europeus sobre o desmatamento na Amazônia é uma política para criar barreiras ao Brasil.

"Os europeus usam a questão do meio ambiente por duas razões: a primeira para confrontar os princípios capitalistas. Porque desde que caiu o muro de Berlim e desde que a União Soviética fracassou, umas das vertentes para qual a esquerda europeia migrou foi a questão do meio ambiente. E a outra coisa é para estabelecer barreiras ao crescimento e ao comércio do Brasil de bens e serviços."

A jornalistas, após o evento "Brasil de Ideias", realizado pela primeira vez em São Paulo pelo Grupo Voto, o ministro afirmou que nos anos de 1980,1990 e 2000, a febre aftosa foi utilizada como um instrumento de proteção mundial para evitar exportações de carne e de grãos brasileiros.

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Na avaliação de Lorenzoni, como o controle acabou com essa questão, hoje há a busca por outra alternativa para impedir o avanço brasileiro.

"Só no vinho, os europeus gastam 1,4 bilhão de euros por ano para dar sustentação a produção europeia. Por que eles têm tanto interesse em criar dificuldades ao Brasil? O Brasil é o grande competidor em commodites, em bens minerais e é o último grande depósito da humanidade em biodiversidade", disse.

"O Brasil é um país que cuida muito bem do seu meio ambiente. Nós não precisamos de lição de ninguém."

Sobre a aprovação de medida provisória (MP) da Liberdade Econômica, ocorrida nesta quarta-feira (21) no Senado, Lorenzoni minimizou a retirada do trecho das folgas aos domingos.

Segundo o ministro, a alteração conceitual trazida pela medida é uma revolução, na qual o cidadão passa a ter razão sobre o governante, até que se prove o contrário, e foi isso, segundo ele, que impulsionou o crescimento dos Estados Unidos.

"O Estado brasileiro sempre foi imperial. Nós quebramos algo que historicamente prejudicava as liberdades das pessoas, e isso é muito maior que o problema dos domingos."

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