Os sócios da página "Aluguel Casa Carnaval Olinda", Romero Castro, Marília Castro e Alaide Moura
Os sócios da página "Aluguel Casa Carnaval Olinda", Romero Castro, Marília Castro e Alaide MouraFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Quando fevereiro chegar, as ladeiras olindenses, consideradas como um dos maiores focos do Carnaval brasileiro, estarão ainda mais aquecidas. De acordo com a Secretaria de Turismo de Olinda, a expectativa para a festividade deste ano é, no mínimo, repetir os 3,4 milhões de foliões que participaram do Carnaval do ano passado. Com o expressivo número de pessoas que utilizam comércio e serviços no período, como hospedagem e alimentação, a previsão é ter um movimento financeiro de R$ 300 milhões - acima dos R$ 280 milhões do ano passado.

E, antes da tão esperada festa chegar, uma das demandas que muitos foliões programam para o período é o aluguel da casa na Cidade Alta, bem no meio da festa. Pesquisa feita pela reportagem apurou que os preços da locação para a época repetem a média de 2019 e variam de R$ 4 mil a R$ 25 mil, dependendo do imóvel. A ordem agora é pesquisar, negociar e ficar atento ao contrato para evitar problemas.

A organizadora de eventos Alaide Moura criou uma nova opção para ajudar os foliões (locatários) e os donos das casas (locadores). Juntamente com dois sócios, Marília Castro e Romero Castro, Alaide criou um canal de comunicação em rede social para divulgar os imóveis a serem alugados. “Começou com o desejo de alugar a casa da minha mãe, em Olinda. Abri uma conta no Instagram e isso foi tomando uma grande proporção. Hoje, temos cerca de 1.600 seguidores e estamos divulgando diversas casas disponíveis para aluguel”, explicou Alaide.

Na página “Aluguel Casa Carnaval Olinda”, Alaide e os sócios divulgam o imóvel de maneira interessante. “Colocamos o preço, a descrição do que contém no imóvel e divulgamos as fotos”, disse Alaide. Quando o negócio é fechado, a organizadora de eventos envia o contrato do imóvel para o proprietário e o inquilino assinarem e autenticarem em cartório. “Para cada imóvel fechado, cobramos 12% em cima do valor que o locador pedir”, contou Alaide.

No momento de fechar o negócio, o gerente de atendimento do Procon-PE, Pedro Cavalcanti, indica que as duas partes devem ter atenção antes de celebrar o contrato. “É importante estar inserida no documento a descrição dos objetos do imóvel, as obrigações das partes, os prazos e o preço a ser fechado. E, autenticado em cartório, o contrato deve estar revestido pela legalidade”, explicou Cavalcanti.

O locador Gustavo Galvão, 46 anos, aproveita o momento para alugar sua casa na praça dos Milagres. Morador de Olinda, Gustavo aluga a casa há sete anos. “Fechei em outubro um contrato de R$ 10 mil para a casa, por meio de Alaide. Aluguei para uma pessoa que mora em São Paulo e o contrato foi feito com tudo organizado. Vou utilizar o dinheiro para investir na própria casa, antes mesmo do Carnaval, já que foi pago um percentual do valor. Em Olinda, as casas se deterioram rápido por causa da maresia, então vou pintar e fazer umas reformas”, contou o morador.

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O gerente do Procon-PE informa que a negociação sobre o pagamento deve ser feita em comum acordo. “A forma de pagamento é um acordo entre as partes previsto em contrato. Geralmente, se antecipa um percentual e depois paga o restante, mas isso é feito em comum acordo”, disse Cavalcanti, ao complementar que o locatário deve ficar atento. “Quando é feito de particular para particular, é importante fazer a transferência para a parte contratante e nunca para terceiros para não cair em golpe”, acrescentou.

Recifense, mas morando em São Paulo, Mayara Lima decidiu alugar casa em Olinda pela primeira vez. Ela e mais 10 pessoas de São Paulo e dos Estados Unidos ficarão durante o Carnaval. “Fechei o contrato em setembro e dividi o pagamento em três vezes. Duas parcelas foram pagas e a última será paga quando entrarmos na casa. Escolhi pela boa localização e pelas fotos que vi na internet. Depois, fui pessoalmente na casa quando fui visitar minha mãe no Recife”, disse a foliã.

Para quem não consegue conferir presencialmente o imóvel, Pedro Cavalcanti sugere ao inquilino sempre ficar atento e pesquisar a localização do imóvel pela internet para saber se realmente existe. O gerente ainda complementou informando que as condições de uso devem ser previstas em contrato, até mesmo no que deve ser feito em caso de dano a algum equipamento do imóvel.

Opções para quem só quer brincar um dia

Nem sempre o desejo dos foliões é alugar um imóvel para o Carnaval. Há quem prefira ter um serviço mais direcionado para um só dia, sem grandes contratos e obrigações. Olinda oferece, em vários locais, espaços para o folião que pretende apenas passar o dia em Olinda, sem dormir na cidade. Na reportagem, indicamos alguns locais para quem deseja brincar dessa maneira.

Há 10 anos, a Pousada Quatro Cantos, localizada na Rua Prudente de Moraes, oferece o serviço all inclusive (open bar e open food) para quem deseja passar o dia na folia. Com capacidade máxima para 400 pessoas, a pousada garante apoio aos foliões. “Temos programação musical no local, área para descanso, maquiagem, banheiro, segurança e uma infraestrutura para as pessoas curtirem a folia”, disse a proprietária da pousada, Graça Didier.

Os valores podem variar de R$ 230 a R$ 330, a depender dos dias. O funcionamento do serviço será das 11h às 18h. “A renda que é gerada nesses dias é para investimento na própria pousada, já que é um valor alto para manutenção do casario”, disse Graça.

A casa Mejê na Folia, localizada na Rua 27 de Janeiro, é um ponto para o folião que pretende ter um apoio. Os valores são de R$ 30 a R$ 35, por dia, a depender de quantos dias o cliente quiser. “É um ponto bem no foco do Carnaval, cerca de 80% dos blocos passam por lá. Nós vamos comportar, no máximo, 120 pessoas. O cliente vai poder comprar bebidas, comidas, utilizar o banheiro e descansar”, disse a organizadora da Mejê na Folia, Nancy Lira, ao complementar que os ingressos estão à venda na plataforma Sympla. O horário de funcionamento da casa no Carnaval será das 8h às 19h.

Proprietária da cafeteria Estação Quatro Cantos, Ticiane Didier criou uma proposta para o local. Ela não irá apenas alugar, mas sim operacionalizar a festa na cafeteria junto com a empresa ou pessoa contratada. “O negócio será criar ideia junto com o cliente para utilizar o espaço, então vou estar junto para fazer as operações necessárias, seja para pessoa física ou jurídica. O cliente vai decidir como vai utilizar o espaço, como por exemplo, uma empresa decidir contratar o ambiente para funcionários”, contou Ticiane.

Os sócios da página “Aluguel Casa Carnaval Olinda” também estão oferecendo uma proposta para quem vai alugar para o período. “Nós indicamos trabalhadores da região para a pessoa que for alugar. Então, vamos sugerir seguranças, cozinheiras, trabalhadores de limpeza que moram em Olinda”, disse Marília Castro.

Os sócios da página "Aluguel Casa Carnaval Olinda", Romero Castro, Marília Castro e Alaide Moura
Os sócios da página "Aluguel Casa Carnaval Olinda", Romero Castro, Marília Castro e Alaide MouraFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Locador Gustado Galvão
Locador Gustado GalvãoFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Proprietária da Pousada Quatro Cantos, Graça Didier
Proprietária da Pousada Quatro Cantos, Graça DidierFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Proprietária da cafeteria Estação Quatro Cantos, Ticiane Didier
Proprietária da cafeteria Estação Quatro Cantos, Ticiane DidierFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

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