Para este ano, as transações que devem ter maior destaque são as da área de tecnologia (foto) e telecomunicações
Para este ano, as transações que devem ter maior destaque são as da área de tecnologia (foto) e telecomunicaçõesFoto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Observando o grande aumento de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) de empresas no Nordeste, a Deloitte realizou uma pesquisa no quatro trimestre do ano passado no qual constatou um aumento de 10% nas transações em relação a 2018. Somente em 2019, 113 negociações foram feitas apenas na região, e dos cinco estados com destaque, Pernambuco foi o terceiro com maior número de fusões e aquisições, sendo 22 realizadas em 2019.

No Estado, o setor de saúde foi o que mais se destacou, e a expectativa da Delloite é que para este ano as transações que mais se destacarão serão as da área de tecnologia e telecomunicações.

O levantamento da Deloitte observou que do total de transações M&A realizadas no ano passado, 75% delas ocorreram na Bahia, Pernambuco e Ceará. Esse tipo de negociação foi superior ao ano de 2018, quando apenas 102 foram feitas em todo o ano.

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De acordo com o diretor da área de finanças corporativas da Deloitte, David Holanda, a tendência é que três estados sejam destaques na região para investimentos e que setores voltados a tecnologia e energia tenham maior destaque, assim como saúde.

“Ceará, Pernambuco e Bahia são prováveis que sejam sempre os maiores destaques econômicos da região. A convergência é sempre no setor de saúde, educação, tecnologia. Algumas operações de elétrica, ativos, ficam situados na região. Fica bem concentrado nesses setores. Independente do momento econômico você tem setores que se consolidam e você tem o fator cambial”, disse Holanda.

Em Pernambuco, o especialista indica que a área de saúde é o grande destaque dessas transações por conta das possibilidades de negócio. “Saúde a gente vê em todos os segmentos, hospitais e laboratórios. Diferentes estratégias são adotadas para esse segmento. Seja comprando 100% do negócio, a participação majoritária, são características fortes da região, que conta com um grande polo médico”, contou Holanda.

David explica que os números mostram que, independente da situação do mercado de um modo geral, há intenção das empresas de atuarem na região nordeste.

“Mais do que simplesmente vender uma participação, as empresas buscam competitividade, parceiros estratégicos para escalar o negócio, ganhar força. A gente percebe que tem o foco de mercados voltados pra cá, e a gente vê que Pernambuco tem um grande polo de tecnologia e é esperado um volume grande de transações para 2020. Mais que startups, têm empresas com produto funcionando em alta escala. Telecomunicações foi um destaque e deve seguir como um bom setor neste ano”, afirmou.

Para este ano, a expectativa do diretor da Deloitte é de que as transações sejam mais lentas no primeiro semestre, mas que mais fusões e aquisições de empresas sejam realizadas no decorrer do ano.

“O primeiro trimestre é sempre mais lento. Um pouco mais devagar. O período de recesso do ambiente empresarial. Mas, o que nos dá uma visão consistente, é o ano. Os trimestres de fusão e aquisição, o tempo não controla. Depende de um processo. Mas, olhando no horizonte, nos dá uma visão melhor do nível de atividade”, destacou.

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