Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidas
Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidasFoto: José Britto/Folha de Pernambuco

Alternativa para se livrar do desemprego, abrir um negócio pode mudar a vida de muita gente. Esta terça-feira, dia 19, é considerado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, data que as empreendedoras brasileiras têm muito o que celebrar com a data. É que dados da pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, conduzida pelo Sebrae, mostram que o país tem aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras. Entre elas, estão Kátia Nóbrega e Patrícia Barros, que resolveram começar um negócio para quitar as dívidas.

Afinal, empreender por necessidade é algo que ainda acontece muito no nosso país. Sem saber muito bem o que comprar ou fazer, mãe e filha, com dívidas de cartão, aluguel atrasado, resolveram empreender. As duas pegaram R$ 1 mil e foram para a cidade de Caruaru e compraram roupas para revender. Inicialmente, o negócio começou apenas pela plataforma do Instagram. A loja Simplé que começou em 2016, praticamente sem recursos e com ajuda dos amigos das sócias, atualmente já possui um espaço físico com ambiente climatizado, vários provadores e cinco funcionários diretos. Hoje as sócias, já têm um faturamento anual de R$ 1 milhão. “Logo no começo, eu tirava as fotos na frente do meu guarda-roupa. Mas os desafios fazem a gente crescer”, revela Patrícia com orgulho de toda sua luta junto à mãe.

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“A gente cresceu muito, mas tenho a sensação de que preciso trabalhar mais para conquistar mais. Me sinto muito bem de realizar isso tudo com minha filha”, conta Kátia. As empreendedoras que começaram comprando roupa em Pernambuco, hoje viajam para outros Estados para adquirirem mercadoria. “Para o empreendedorismo o importante é não desistir. O segredo do sucesso é se dedicar e se doar ao seu negócio. Fazer bem feito e ter atenção com o seu cliente”, acrescenta. Para Patrícia, ainda faltam mulheres à frente de negócios. “Entre os nossos parceiros, sinto falta de ter mais mulheres”, explica. Para o próximo ano, Kátia e Patrícia esperam conseguir abrir mais uma unidade da marca na zona sul do Recife.

Quem também se destaca na área de empreendedorismo é a Artesã Gilda Santos. Há 20 anos ela começou a confeccionar bolsas, panos de prato, colchas, por hobbie. Mas hoje a brincadeira se tornou séria e ela vende seus produtos que são sua grande paixão. Gilda faz tudo isso por uma causa muito maior. “Comecei a fazer isso para dar assistência a abrigos de idosos com o dinheiro das vendas. Toda nossa renda com a venda dos produtos a gente direciona para a campanha ‘Adote uma Vovó’”, detalha.

Gilda ainda explica que se sente muito bem em usar do empreendedorismo com um objetivo social. “Muitas pessoas se dedicam ao empreendedorismo para seu próprio sustento, mas eu uso esse valor para ajudar e dar assistência a cerca de 10 abrigos”, conta. “Hoje é um dia bastante importante. Quando comecei não tinha tanto incentivo, qualificação, mas agora existe toda uma abertura, parcerias com instituições para ter rotatividade na nossa renda. Hoje é muito mais fácil ser uma empreendedora, pois há todo um nicho de mercado aberto às mulheres”. destaca Gilda. 

Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidas
Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidasFoto: José Britto/Folha de Pernambuco
Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidas
Kátia Nóbrega e Patrícia Barros resolveram começar um negócio para quitar as dívidasFoto: José Britto/Folha de Pernambuco
"Muitas pessoas se dedicam ao empreendedorismo para seu próprio sustento, mas eu uso esse valor para ajudar e dar assistência a cerca de 10 abrigos"
"Muitas pessoas se dedicam ao empreendedorismo para seu próprio sustento, mas eu uso esse valor para ajudar e dar assistência a cerca de 10 abrigos"Foto: José Britto/Folha de Pernambuco

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