O Banco do Nordeste vai liberar R$ 160 milhões para investimentos em parques eólicos na Bahia
O Banco do Nordeste vai liberar R$ 160 milhões para investimentos em parques eólicos na BahiaFoto: Aluisio Moreira/sei/ABr

A venda de ativos de geração e transmissão da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está mais perto de sair do papel. O indicativo é do presidente da Companhia, Sinval Zaidan Gama, que, em breve, detalhará quais empreendimentos serão entregues à parceria privada. A ideia é recuperar a musculatura econômica e resgatar a confiança da controlada no mercado financeiro o quanto antes. Esse é o mesmo movimento praticado pela sua holding, a Eletrobras. Ao todo, R$ 30 bilhões devem ser levantados a partir dessa nova onda de “privatizações”.

"Esses recursos serão usados para concluirmos os investimentos já anunciados. Até porque, com o que temos em caixa não dá. Atualmente, a receita e o gasto da Chesf estão empatados", afirmou o presidente. Mesmo antes da subsidiária da Eletrobras "abrir mão" de alguns empreendimentos, o mercado já está entendendo que a empresa está em processo de retomada após ter anunciado um investimento de R$ 3,5 bi para os próximos dois anos. É tanto que está para ser liberado um montante de R$ 160 milhões para os parques eólicos Casa Nova II e III, na Bahia, por meio de recursos do Banco do Nordeste. "Essa é uma forma de desafogar nossa caixa e acelerar o planejamento de investimento para os próximos anos", contou.

Presidente do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco, que representa a categoria dos chesfianos, José Gomes Barbosa enxerga as medidas como importantes, mas pondera.

"Isso, sem dúvida, pode ter reflexo nas conquistas dos trabalhadores. Atualmente, não se fala em ganho, mas em perdas", lamenta. O ‘xis’ da questão, segundo ele, é quais ativos serão colocados no mercado. “Pode ser Camaçari, que não da mais rentabilidade, como pode ser uma usina eólica, que custou muito dinheiro à empresa”.

Na sua visão, o Plano de Aposentadoria Extraordinária (PAE) é um exemplo do quanto a estratégia de soerguimento da empresa não está de acordo com os desejos dos trabalhadores. Desde que o setor elétrico entrou em crise, o clima entre os trabalhadores é de incerteza, avaliou Barbosa. Dos 4.572 mil funcionários do Nordeste, 1.746 são potenciais elegíveis para se aposentar. A perspectiva, portanto, é que mil trabalhadores façam a adesão, o que demandaria um custo de R$ 380 milhões em indenizações.

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