Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleições
Consumidores estão pessimistas com o futuro da economia, pós-eleiçõesFoto: Pixabay

Os consumidores brasileiros estão divididos em relação ao futuro da economia após as eleições de outubro, que vai eleger o presidente que assumirá o comando do país até 2022. De acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas 27 capitais, 34% das pessoas acreditam que a situação ficará mais favorável e 33% acha que tudo vai permanecer como está e há, ainda, 17% que acredita em uma piora do quadro. O levantamento demonstra que boa parte da percepção negativa sobre as eleições decorre da constatação de que o país ainda sofre consequências da crise.

Pelo menos seis em cada dez (63%) brasileiros avaliam que a situação econômica do país está pior do que há um ano, enquanto 24% consideram que a situação é a mesma e somente 13% acham que ela está melhor. Para os brasileiros, mesmo com o fim da recessão, a maior parte dos impactos da crise ainda persistem, como desemprego elevado (90%), aumento de impostos (89%), endividamento das famílias (88%) e inadimplência crescente (86%).

A respeito do próximo governo, 44% das pessoas ouvidas acreditam que haverá aumento dos preços, o mesmo percentual para aumento do dólar e 42% para a elevação dos juros. Já sobre os rumos do desemprego, as opiniões se dividem: 33% acham que haverá mais cortes de vagas, enquanto 32% acreditam em criação de novos postos de trabalho. Para 28%, a situação permanecerá a mesma.

Diante da expectativa de um cenário macroeconômico mais difícil, 45% dos que estão pessimistas acreditam que terão de economizar mais e manter a disciplina nos gastos depois das eleições e 43% disseram que será mais complicado manter as contas em dia em 2019.

Eleições
A pesquisa também apontou que mais da metade (53%) dos consumidores está com uma percepção negativa sobre as eleições presidenciais – o percentual sobe para 59% entre a parcela feminina de entrevistados. Somente 18% das pessoas ouvidas reconhecem estar confiantes com a eleição, enquanto 26% estão neutros.

Para os pessimistas com o processo eleitoral, a maior parte (34%) afirma não ter boas opções de candidatos à disposição. De forma semelhante, 30% não confiam nos nomes que disputam o Planalto, ao passo que 28% não acreditam que o novo presidente será capaz de promover mudanças positivas para a população na economia. Há ainda 27% de pessoas que estão desacreditadas com a possibilidade de renovação na política.

Considerando apenas a opinião dos brasileiros otimistas com as eleições, 39% acham que o novo governo terá mais estabilidade política para aprovar matérias de interesse para o país e 35% depositam esperança no fato de a sociedade estar mais vigilante com os políticos. Outros 18% de entrevistados esperam uma melhora porque haverá mudanças com relação às políticas adotadas pelo atual governo.

Mudanças
Quase 70% dos entrevistados esperam grandes mudanças com o presidente eleito. E de acordo com a opinião da maioria das pessoas, o combate à corrupção, o desemprego e a criminalidade devem ser prioridades no próximo governo. De modo geral 69% espera que o presidente eleito faça grandes mudanças em relação ao que vem sendo feito. Outros 26% argumentam em favor de mudanças pontuais, desde que sejam mantidos determinados programas e reformas já colocados em práticas e somente 5% desejam a continuidade das políticas do atual governo.

Outros assuntos considerados relevantes para a nova gestão são a necessidade de ajuste fiscal (23%) e o corte de impostos (22%). Dentre as diretrizes que vão nortear o novo governo, 61% discordam da avaliação de que o presidente deve intervir menos na economia. Dessa forma, 88% pensam que o vencedor deve fortalecer a produção nacional e 73% concordam que a prioridade deve ser a distribuição de renda. Outros temas que recebem destaque são o estímulo ao comércio internacional (70%) e a garantia de direitos às minorias (67%).

Metodologia
A pesquisa ouviu 800 brasileiros de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais do país. A pesquisa completa pode ser acessada no endereço https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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