Investimentos na bolsa serão uma tendência, seguindo o desempenho do ano de 2019
Investimentos na bolsa serão uma tendência, seguindo o desempenho do ano de 2019Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

Escolher uma forma de investimento não é algo simples, ainda mais em um momento com a taxa básica de juros do Brasil (Selic) em seu menor patamar histórico. A possível retomada da economia e a expectativa de um bom ano econômico em 2020 faz com que as pessoas se permitam ousar mais nos investimentos buscando retornos mais promissores, em formas de investimentos mais arriscadas. Para este ano, especialistas recomendam dois principais tipos de investimentos, a Bolsa de Valores Brasileira e os Fundos Imobiliários.

De acordo com o assessor de investimentos e sócio da Dapes Investimentos, Felipe Tavares, a Bolsa de Valores do Brasil é uma boa aposta para se investir, desde que o mercado internacional não venha a causar grandes instabilidades, como guerra entre Estados Unidos e Irã, falta de acordo entre americanos e chineses. “Nesse ano, especificamente, temos visões positivas para Bolsa: ações para o Brasil, com certa ressalva, porque a bolsa brasileira atua bem com a bolsa americana como um termômetro. Esse é o principal risco por conta dos mercados externos, confrontos, acordos. A bolsa pode ser uma boa opção se o PIB crescer nos conformes. Se a geração de empregos melhorar. Tem tudo pra ir bem, com juros baixo”, destacou.

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Tavares destaca que não existe uma melhor forma de investimento, afinal o mercado financeiro não apresenta uma estabilidade, o que gera uma incerteza. Ele recomenda ter uma carteira com muitas opções de investimentos. “Primeira visão que temos é que não existe o melhor investimento. Quando falamos isso é porque fica arriscado e o futuro é incerto. A gente acredita que uma carteira diversificada é uma boa opção, porque deve ter um momento de incerteza com crises, que podem derrubar alguns tipos de investimento”, disse.

Para o economista, professor e consultor de finanças filiado à Unibra, Bruno Moura Tôp, os investimentos na bolsa serão uma tendência, seguindo o desempenho do ano de 2019 com novos investidores no segmento, que deixaram a poupança por não render como esperado. “Para 2020, o melhor investimento mesmo é você entrar no mercado de capitais. A gente dobrou o número de pequenos investidores, e isso porque as pessoas estão perdendo dinheiro na poupança, que não paga o suficiente. E nesse sentido, as letras do tesouro estão defasadas, por não ter atualização com taxa de juros atuais, não as que vão fechar, recebendo menos do que esperar”, contou Bruno.

Além dos investimentos na bolsa, outra forma recomendada de investir é por meio dos Fundos Imobiliários. Felipe Tavares considera esta opção como uma boa oportunidade para quem quer conseguir mais renda. “Tem uma parte de fundos que algumas coisas estão caras. Mas são boas opções, que é como um aluguel mensal. Para quem quer mais renda é uma boa opção. Você vende e dois dias depois está na sua conta. Ele já subiu mais que a bolsa, mas ainda tem algumas oportunidades”, pontuou.

O sócio da Dapes Investimentos também pontua os investimentos em renda fixa como uma boa opção para ter dentro da carteira, utilizando em situações de emergência. “A renda fixa é importante ter em qualquer momento do mercado. Sempre tem um papel importante na carteira, como um colchão de oportunidades para poder suprir alguma necessidade no futuro, apesar de render menos. É ter cuidado com o tesouro direto. Se sair antes do vencimento pode sair perdendo dinheiro com as variações de mercado”, recomendou.

Bruno Moura Tôp afirma ainda que antes de começar qualquer investimento, é preciso entender o seu perfil como investidor, atuando junto com uma corretora. “É preciso se informar. Procurar gerente de banco. Falar com alguma corretora para entender como vão fazer com o dinheiro. Entender se é conservador, arrojado. Diversificar os tipos de investimentos. Escolher diferentes empresas de diversos setores é importante. Pode pegar uma parte do dinheiro e acumular. A poupança pode servir por uns seis meses, após isso pode investir”, aconselhou Bruno.

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